Secretaria de Saúde registra 413 casos de ‘Febre Oropouche’ na Bahia

Cidade com maiores registros da ‘Febre Oropouche’ são Teolândia, Taperoá e Amargosa

A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informou nesta segunda-feira (13) que o número de casos de ‘Febre Oropouche’ aumentou no Estado. No momento, são 413 registros sem óbitos notificados. A entidade de saúde informou que segue intensificando a investigação epidemiológica nas regiões com maiores registros.
Os municípios com casos confirmados são: Maragogipe (1), Camaçari (1), Salvador (9), Amargosa (44), Elísio Medrado (6), Jaguaripe (8), Jiquiricá (2), Laje (29), Muniz Ferreira (5), Mutuípe (23), Presidente Tancredo Neves (11), Santo Antônio de Jesus (12), São Miguel das Matas (2), Teolândia (46), Ubaíra (1), Cairu (1), Ituberá (28), Nilo Peçanha (2), Camamu (17), Gandu (70), Igrapiúna (25), Piraí do Norte (3), Taperoá (34), Valença (14), Wenceslau Guimarães (3), Camacan (1), Ibirapitanga (4), Itabuna (6), Itacaré (1), Uruçuca (1) e Itamari (3).

O que é ‘Febre do Oropouche’

Segundo informações do Ministério da Saúde, a “Febre do Oropouche” é uma doença viral transmitida no ambiente urbano pelo Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora. Até o momento, não há registros de transmissão direta entre pessoas.

Sintomas da ‘Febre do Oropouche’

Ainda segundo a entidade de saúde, os principais sintomas são:

  • Dor de cabeça
  • Dor muscular
  • Dor nas articulações
  • Náusea
  • Diarreia

A sintomática é bem parecida com a da dengue e da chikungunya. Por isso, é importante ficar atento e buscar uma unidade de saúde. No caso da febre, os sintomas geralmente duram de 2 a 7 dias e não costumam deixar sequelas.

Nos casos mais sérios, o tempo de recuperação aumenta. Até o momento, não há registros de óbitos associados à infecção pelo vírus no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde.

 Secretaria de Saúde registra 413 casos de 'Febre Oropouche' na Bahia
Cidade com maiores registros da ‘Febre Oropouche’ são Teolândia, Taperoá e Amargosa. Foto: Reprodução

Tratamentos

Não existe tratamento específico para a “Febre do Oropouche”. É recomendável apenas o manejo clínico focado no alívio dos sintomas. A Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) reforça a importância do diagnóstico laboratorial para um acompanhamento efetivo dos casos e destaca ações de vigilância epidemiológica para monitoramento da situação.

Medidas de Prevenção

  • Evite áreas com muitos mosquitos
  • Use roupas que cubram a maior parte do corpo
  • Aplique repelente nas áreas expostas do corpo
  • Mantenha a casa limpa
  • Remova possíveis criadouros de mosquitos, como água parada e folhas acumuladas
  • Ministério da Saúde recomenda ainda que, se houver casos confirmados na sua região, é preciso seguir as orientações das autoridades de saúde local para reduzir o risco de transmissão.

 

 

Fonte: iBahia

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Outras notícias sobre

Ministério da Saúde anuncia novo edital de seleção para especialização em auditoria do SUS. O curso tem como objetivo capacitar profissionais com competências técnicas e estratégicas que fortaleçam a auditoria no âmbito do Sistema Único de Saúde. A formação terá duração de 18 meses, com carga horária total de 360 horas, sendo parte realizada a distância, e parte em atividades presenciais, com supervisão de tutores. O lançamento do edital será realizado nesta quinta-feira (1º), às 10h, com transmissão ao vivo. Serão oferecidas 200 vagas, distribuídas entre os componentes do Sistema Nacional de Auditoria (SNA) das três esferas de gestão: 60 vagas para o âmbito federal, 60 vagas para o estadual e 80 vagas para o municipal. Podem participar do processo seletivo os servidores públicos que atuem nos serviços de auditoria do SNA e que possuem diploma de graduação reconhecido pelo MEC. O conteúdo busca desenvolver habilidades para a resolução conjunta de problemas, por meio de estudos de caso baseados nas melhores práticas brasileiras e internacionais sobre inovação e auditoria operacional no SUS. Segundo o diretor da AudSUS, Alexandre Rodrigues, o projeto está alinhado à missão de qualificar os servidores responsáveis pelas auditorias. “A parceria com o LAIS e a oferta dessas vagas atende às necessidades dos componentes da AudSUS, bem como dos componentes estaduais e municipais, oferecendo a oportunidade de aprimoramento nas atividades desempenhadas. É muito importante que aqueles que tenham disponibilidade se inscrevam para concorrer a essas bolsas de especialização”, disse. Espera-se que os participantes do curso se tornem profissionais qualificados em práticas inovadoras de auditoria no SUS, com habilidades de raciocínio lógico, análise crítica, comunicação efetiva, trabalho em equipe, proatividade e busca contínua por desenvolvimento. A iniciativa acontece por meio da Auditoria-Geral do Sistema Único de Saúde, em parceria com o Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.