Ministério da Saúde anuncia novo edital de seleção para especialização em auditoria do SUS. O curso tem como objetivo capacitar profissionais com competências técnicas e estratégicas que fortaleçam a auditoria no âmbito do Sistema Único de Saúde. A formação terá duração de 18 meses, com carga horária total de 360 horas, sendo parte realizada a distância, e parte em atividades presenciais, com supervisão de tutores. O lançamento do edital será realizado nesta quinta-feira (1º), às 10h, com transmissão ao vivo. Serão oferecidas 200 vagas, distribuídas entre os componentes do Sistema Nacional de Auditoria (SNA) das três esferas de gestão: 60 vagas para o âmbito federal, 60 vagas para o estadual e 80 vagas para o municipal. Podem participar do processo seletivo os servidores públicos que atuem nos serviços de auditoria do SNA e que possuem diploma de graduação reconhecido pelo MEC. O conteúdo busca desenvolver habilidades para a resolução conjunta de problemas, por meio de estudos de caso baseados nas melhores práticas brasileiras e internacionais sobre inovação e auditoria operacional no SUS. Segundo o diretor da AudSUS, Alexandre Rodrigues, o projeto está alinhado à missão de qualificar os servidores responsáveis pelas auditorias. “A parceria com o LAIS e a oferta dessas vagas atende às necessidades dos componentes da AudSUS, bem como dos componentes estaduais e municipais, oferecendo a oportunidade de aprimoramento nas atividades desempenhadas. É muito importante que aqueles que tenham disponibilidade se inscrevam para concorrer a essas bolsas de especialização”, disse. Espera-se que os participantes do curso se tornem profissionais qualificados em práticas inovadoras de auditoria no SUS, com habilidades de raciocínio lógico, análise crítica, comunicação efetiva, trabalho em equipe, proatividade e busca contínua por desenvolvimento. A iniciativa acontece por meio da Auditoria-Geral do Sistema Único de Saúde, em parceria com o Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

O Ministério da Saúde realizou, nesta terça-feira (30), o primeiro encontro do Ciclo de Educação Permanente, uma iniciativa para proporcionar espaços de discussão envolvendo trabalhadoras e trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS) sobre temáticas de interesse nacional. A primeira edição abordou o tema ‘Gênero, Identidade de Gênero, Orientação Sexual e Equidade no SUS’, no âmbito do Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça e Valorização das Trabalhadoras no SUS. A iniciativa foi lançada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em março deste ano.

Na abertura do encontro, a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Isabela Pinto, observou que o ciclo de debates tem como objetivo refletir sobre as prioridades que estão sendo estabelecidas dentro do Ministério da Saúde. “Iniciamos esse espaço de discussão com uma das mais importantes ações da atual gestão: o Programa de Equidade. Estamos dialogando com as secretarias da pasta, para que o programa possa ser enriquecido, a partir das realidades e dos olhares dos diferentes sujeitos que compõem este ministério”, pontuou.

A diretora de Programas da secretaria, Laíse Rezende, destacou que o encontro serviu para falar de temáticas como racismo, sexismo, homofobia e transfobia, que atravessam diariamente a vida de muitas pessoas. “É um assunto que quase não é visibilizado, falado, dialogado e que causa um conjunto de problemas graves na vida subjetiva, na vida prática e na vida econômica da população envolvida. Boa parte da sociedade não compreende teoricamente, praticamente e na pele. É um tema delicado e precisamos ter noção do desconhecimento da sociedade brasileira sobre a discussão”, explicou.

Para a pesquisadora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Karina Calife, é necessário ampliar os espaços de discussão, que servem para apoiar o desenvolvimento de um raciocínio crítico sobre o tema. “Isso não quer dizer que todos devem pensar igualmente, mas sim, que possamos apresentar e debater conceitos e pensamentos que possam estar no nosso processo de construção e desconstrução”, disse.

De acordo com a assessora de Políticas de Inclusão, Diversidade e Equidade em Saúde, Alícia Krüger, a maioria das abordagens no âmbito da saúde da população LGBTQIAP+ nasce da vigilância e, mais especificamente, da luta contra a aids. “O Departamento de HIV/aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde proporcionou o nascimento de muitas ações para a organização de políticas do movimento LGBTQIAP+ no Brasil. Hoje, esse público tem muito mais demandas do que só aids. Nesse cenário, a secretária Ethel Maciel vem trazendo pautas a nível de gabinete para transversalizar o tema nos demais departamentos”, destacou Alícia, que integra o Grupo de Trabalho do Programa de Equidade.

O programa será executado a partir da abertura de chamadas públicas para seleção e execução de projetos e do oferecimento de processos formativos na área de equidade de gênero e raça no SUS. A iniciativa também prevê a disponibilização de aplicativo com instruções sobre o programa e o tema, além de lançamento de edital sobre equidade no âmbito do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde).

Fonte: Ministério da Saúde

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