É importante saber quais informações procurar no rótulo na hora de eleger um protetor solar para chamar de seu e como utilizá-lo.
A recomendação dos dermatologistas é a mesma para todo mundo: aplicar protetor solar todos os dias, independentemente se a pessoa vai ou não ficar exposta diretamente ao sol. Mas, na hora de comprar o produto, pode ser difícil saber qual é o ideal para cada um, pois são muitas opções disponíveis.
Para tirar o melhor proveito desse aliado da saúde, é importante saber quais informações procurar no rótulo na hora de eleger um protetor para chamar de seu e como utilizá-lo.
Para facilitar sua escolha, a Agência Einstein conversou com dermatologistas. Confira as orientações nas respostas a seguir:
1. Qual é a diferença entre os filtros solares químicos e os físicos?
Os protetores químicos contêm compostos que absorvem e transformam os raios UV em calor. Eles têm textura mais leve, deixam menos resíduos e espalham melhor. Por isso, são boas opções para quem tem pele oleosa e menos sensível. Também funcionam bem quando usados sob a maquiagem.
Já os físicos criam uma barreira sobre a pele que reflete e dispersa os raios. “Os protetores físicos são ideais para pessoas com pele mais sensível, como as que têm dermatite, rosácea ou melasma, pois oferecem proteção contra a luz visível, que também provoca envelhecimento e manchas no tecido”, explica a dermatologista Flávia Brasileiro, da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
Os protetores físicos também são recomendados para gestantes, lactantes e crianças. “Eles são ideais para bebês de 6 meses a 1 ano de vida, que não podem fazer uso das versões químicas”, acrescenta Selma Hélène, dermatologista do Hospital Israelita Albert Einstein.
Mas atenção: muitos produtos oferecem os dois tipos de proteção, então quem tem bebê precisa checar o rótulo e estar ciente de que, antes dos 6 meses, nenhum tipo de protetor deve ser aplicado.
2. É verdade que FPS acima de 30 não faz diferença?
A escolha do fator de proteção solar, o FPS, deve levar em consideração aspectos como o tom da pele, a presença de doenças fotossensíveis (lúpus eritematoso, por exemplo), os melasmas, a intensidade de exposição solar, as condições de saúde e a tendência ao câncer de pele.
“Embora seja verdade que a diferença na proteção contra os raios UVB de um filtro 30, 50 ou 70 seja pequena, os produtos com FPS 50 ou mais geralmente ajudam também na proteção contra a radiação UVA”, afirma Flávia Brasileiro. Na embalagem, o nível de proteção contra os raios UVA pode aparecer junto à sigla PPD ou como “FP-UVA”.
Além disso, esses protetores costumam conter antioxidantes que ajudam a neutralizar os danos causados pela luz vermelha e infravermelha, que também podem prejudicar o tecido cutâneo, ampliando os benefícios da fotoproteção.
3. Qual é o mais indicado: proteção com cor ou sem cor?
As fórmulas com cor oferecem uma proteção extra, pois o pigmento forma uma barreira física sobre a pele. Além disso, esses produtos ajudam na proteção contra a luz visível, proveniente de lâmpadas e dispositivos eletrônicos, que também acelera o envelhecimento e causa manchas.
É importante saber que a maquiagem com proteção não substitui o protetor. Esses cosméticos até ajudam a proteger a pele, mas têm FPS muito baixo, não protegem contra os raios UVA e não são resistentes ao suor. Isso sem falar que a maquiagem não cobre toda a extensão da pele.
4. Preciso de um filtro diferente para o corpo e o rosto?
No que diz respeito à proteção, não há problema em aplicar o mesmo produto no corpo e no rosto. Entretanto, o ideal é ter um para cada região, pois as fórmulas desenvolvidas para o corpo são mais gordurosas e pesadas. Ao usar o protetor do corpo no rosto, a pele pode ficar mais oleosa e favorecer o aparecimento de acne em quem tem tendência ao problema.
5. O protetor usado na praia deve ser diferente daquele aplicado no dia a dia?
Os produtos são os mesmos, mas o ideal é que os utilizados quando a pessoa fica muito tempo exposta ao sol tenham FPS 50 ou superior. Além disso, é importante optar por fórmulas resistentes à água e ao suor, já que o contato com o líquido tende a reduzir sua eficácia.
Fonte: Acorda Cidade






