Estudo do IPEC, encomendado pela marca Gino-Canesten ® , buscou entender a relação e o conhecimento desse público sobre sua saúde íntima
O cuidado com a saúde íntima é uma forma de autoconhecimento e, consequentemente, de autocuidado. E pode refletir em nosso bem-estar não apenas físico, mas também emocional, conforme apontou resultado de pesquisa do Ipec encomendada pela marca Gino-Canesten®, realizada neste ano com mulheres das regiões Norte e Nordeste do Brasil. O estudo, que entrevistou mil mulheres internautas das duas regiões, com idade entre 16 e 60 anos, das classes A, B e C, revelou que mais de 70% delas afirmam que quando sua saúde íntima está em dia, elas se sentem melhores e mais confiantes.
A pesquisa buscou entender os principais receios e hábitos, além de avaliar o conhecimento das mulheres dessas duas regiões com relação à sua saúde íntima. E alguns dos achados apontaram que o tema ainda é considerado um tabu para boa parte delas, visto que mais da metade das entrevistadas sentem vergonha ou um certo desconforto em falar sobre sua saúde íntima, enquanto 28% delas sentem vergonha ou desconforto em comprar medicamentos para sua saúde íntima, além de cerca de 23% sentirem vergonha de falar ou ouvir a palavra “vulva”, e 39% sentirem vergonha da palavra “PPK”, ao se refererirem à sua região íntima. Já com relação a ida ao ginecologista, 1/3 das entrevistadas só vão ao ginecologista em alguma necessidade pontual, e, dentre as mulheres que não vão ao ginecologista com regularidade, cerca de 10% afirmam que sentem vergonha.
Quando perguntadas sobre com quem elas costumam conversar sobre o assunto, o médico ginecologista e as amigas foram as escolhas mais comuns, com 58% e 47% das respondentes, respectivamente. Contudo, o que mais chamou a atenção foi que 11% delas afirmaram não conversar com ninguém sobre o assunto, dado que reforça a importância de normalizar cada vez mais esse debate, para que ninguém tenha vergonha de se conhecer e saber mais sobre a própria saúde.
Outro achado relevante foi que cerca de metade das entrevistadas (48%) afirmam que se sentem apenas parcialmente informadas sobre sua saúde íntima e, com relação aos meios em que buscam informações sobre o tema, a pesquisa apontou que a internet e as redes sociais são a fonte mais comum, sendo os consultórios médicos o segundo meio mais procurado (ambos com mais de 60% das respondentes) – dado que também traz um alerta, visto que muitas não costumam consultar-se com frequência.
Saúde íntima em dia: atenção aos sinais do corpo
O levantamento mostrou que 3/5 das respondentes já tiveram infecções como candidíase ou vaginose, sendo a candidíase a mais comum, tendo acometido 60% das respondentes. Com uma incidência bem menor (14%), a vaginose bacteriana também é desconhecida por boa parte das mulheres: 40% delas afirmaram nunca terem ouvido falar da infecção. Além disso, 15% afirmaram que não saberiam identificar um corrimento normal de um causado por uma infecção, e 14% que não conhecem muito bem o cheiro da própria vagina, dificultando a identificação de um problema com sua saúde.
Percebida geralmente a partir de mudanças no odor e na cor do corrimento vaginal, a vaginose acontece quando o pH da flora vaginal está em desequilíbrio, e é uma infecção simples de ser tratada. Porém, quando percebemos sintomas que não sabemos identificar, esse desconhecimento pode gerar ansiedade e medo – bem como a demora pela busca de um diagnóstico e tratamento adequados.
Segundo a ginecologista e terapeuta sexual Dra. Ludmila Andrade, é importante conhecer e observar suas secreções diárias. “Um dos principais sintomas da vaginose é corrimento acinzentado, com um odor forte (que se assemelha a peixe podre) tendo uma piora durante a relação sexual e durante o periodo menstrual, além do grande incomodo na região. Diferente da candidíase, que tem como principais sintomas um corrimento esbranquiçado meio esverdeado (semelhante a leite coalhado), além de causar coceira e ardência vaginal”, explica. A médica também reforça que os tratamentos para ambas as infecções são distintos, mas são simples e de curta duração.
“Para a candidíase, geralmente são usados tratamentos antifúngicos à base de Clotrimazol, como cremes vaginais que são aplicados ao longo de 3 a 7 dias, por exemplo, ou comprimidos vaginais que necessitam apenas uma aplicação. Para tratar a vaginose, o recomendado normalmente é o uso de antibióticos em forma de comprimido ou de creme vaginal, por cerca de 7 a 14 dias (de acordo com a orientação do médico). Contudo, já existem no mercado opções de produto para a saúde que ajudam a reequilibrar o pH e a flora vaginal, tratando os sintomas“, indica a médica.
Uma missão com foco na população do Norte e Nordeste do Brasil
A pesquisa em parceria com o Ipec faz parte da estratégia da marca Gino-Canesten® de desenvolver uma campanha de consicentização sobre saúde íntima para mulheres e pessoas com vagina, focada nas regiões Norte e Nordeste. “Esses resultados mostram que estamos no caminho certo. Por meio da educação, buscamos empoderar as pessoas a cuidarem melhor de sua saúde, e contribuir para que nossos consumidores possam se libertar da vergonha e do desconforto, para uma saúde íntima e sexual livre de tabus. Esse é o propósito da marca Gino-Canesten®”, afirma Cristina Hegg, Diretora de Marketing da Bayer Consumer Health no Brasil.
Em parceria com o time da As Minas – agência de marketing de influência de Salvador com foco em conectar marcas com criadores de conteúdo negros -, a marca está desenvolvendo um videocast, programa que será baseado em conversas realizadas em entrevistas nas ruas, em diferentes cidades das duas regiões, fazendo perguntas e levantando dúvidas e tabus da população em torno da PPK.
Fonte: Tribuna da Bahia





