Câncer raro associado a implante de silicone: saiba quando se preocupar

Um caso raro de câncer de mama relacionado a implante de silicone chamou a atenção da comunidade médica e pacientes. O tumor se formou na cápsula fibrosa que envolve o implante e resultou na morte de uma mulher de 38 anos que estava em tratamento no Hospital de Amor, em Barretos (SP). Em entrevista à A Tarde, a mastologista Patrícia Lopes, da AMO, destacou que menos de 20 casos dessa espécie de carcinoma espinocelular (CEC) foram relatados em todo o mundo desde 1992.

No caso específico, inicialmente acreditou-se que a paciente apresentava um seroma — acúmulo líquido comum em pessoas com prótese mamária. A cápsula que envolvia o implante foi removida e revelou células malignas. Quando o tumor foi identificado, ele já estava em estágio avançado, atingindo os músculos, ossos do tórax e, posteriormente, fígado e outros órgãos. Apesar da cirurgia e quimioterapia, a paciente não resistiu.

O que é a cápsula da prótese: É um tecido fibroso natural formado pelo organismo ao redor do implante, funcionando como um “envoltório” que isola o silicone do resto do corpo.

Principais sintomas de alerta:

  • Aumento assimétrico do volume de uma mama;

  • Dor nas mamas;

  • Vermelhidão na pele.

A mastologista Patrícia Lopes recomenda que, ao notar qualquer um desses sinais, as mulheres procurem um médico imediatamente. O acompanhamento regular com mamografia (a partir dos 40 anos) continua sendo essencial, mesmo sem histórico familiar de câncer.

Apesar da gravidade do caso recente, a especialista reforçou que os implantes mamários permanecem seguros e amplamente utilizados, tanto para fins estéticos quanto reconstrutivos. Casos como esse são extremamente raros e não devem gerar pânico, mas reforçam a importância de monitoramento constante e investigação rápida de alterações suspeitas.

Fonte: A Tarde