Luiz apresentou um quadro infecção após ser submetido ao primeiro ciclo do transplante, que seria concluído em mais de uma cirurgia. Ele sofreu uma parada cardíaca e família comunicou o seu falecimento por meio de comunicado publicado nas redes sociais. Contudo, não foi divulgada a causa do óbito.
Depois de quatro anos de espera na fila, Perillo consguiu um doador compatível para estômago, pâncreas, fígado, intestino e rim. A cirurgia foi realizada em São Paulo no dia 23 de setembro.
Semanas antes do transplante, Luiz teve um quadro infeccioso e passou mais de uma semana internado em tratamento. Após a internação, soube que os acessos para que continuasse se alimentando e fazendo a hemodiálise estavam em risco por causa da trombofilia, doença que causou a perda dos órgãos.
Ainda jovem, o arquiteto descobriu a trombofilia, condição que causa formação de coágulos. A doença comprometeu a veia porta — fundamental para o sistema digestivo — e levou seus órgãos à falência.
Ele chegou a ficar mais de dois anos internado ininterruptamente, dependente de nutrição parenteral por 13 horas diárias e de três sessões semanais de hemodiálise.
O transplante multivisceral só foi incorporado ao protocolo do Sistema Único de Saúde (SUS) em fevereiro deste ano. A medida abriu caminho para pacientes como Perillo terem acesso ao procedimento, que pode custar até dez vezes mais que um transplante convencional.
No Brasil, cerca de cinco hospitais estão habilitados a realizar esse tipo de cirurgia. Em 2024, foram feitos mais de 30 mil transplantes, mas apenas dois foram multiviscerais.
Fonte: A Tarde






