Prevenção ou redução da perda de sangue e do índice de infecção e mortalidade, proporcionando melhores cuidados de saúde a custos mais econômicos, são alguns benefícios desta iniciativa
A escassez de sangue e os riscos inerentes às transfusões são um fenômeno mundial, por isso, a Organização Mundial da Saúde vem incentivando os governos e hospitais a adotarem o Programa de Gerenciamento de Sangue do Paciente (PBM, em inglês).
O Hospital Cárdio Pulmonar (HCP) acaba de implantar o PBM que representa um marco significativo na busca por cuidados de saúde cada vez mais seguros e personalizados. Reduzir exposição do paciente aos riscos transfusionais, menor tempo de hospitalização, melhor evolução e desfecho clínico do paciente além da otimização de estoque e fornecimento de hemocomponentes são alguns dos benefícios desta iniciativa propostos pelo HCP.
“O objetivo principal deste Programa é promover o uso racional de sangue e hemocomponentes através de uma abordagem clínica multidisciplinar, eficiente e baseada em evidências. Isso envolve o preparo pré-operatório com o hematologista e a assistência durante e após a cirurgia em uma parceria entre anestesistas, cirurgiões e intensivistas. O uso de novas técnicas e tecnologias de preservação e recuperação de sangue é fundamental para o sucesso do programa”, explica o médico e diretor geral do Hospital Cárdio Pulmonar, Eduardo Darzé.
Ele enfatiza que “ao priorizar a otimização do uso de sangue, não apenas almejamos aprimorar a segurança dos pacientes, mas também contribuir para a sustentabilidade dos recursos sanguíneos. Além disso, o Programa de Gerenciamento de Sangue do Paciente do Hospital Cárdio Pulmonar adota práticas embasadas em evidências, monitoramento contínuo e uma abordagem personalizada para cada caso, assegurando que a decisão de transfusão seja pautada na real necessidade clínica do paciente”.
O PBM não é apenas reduzir a indicação para a transfusão de sangue. É necessário planejamento pré-operatório, avaliação clínica individualizada, aliando tecnologia médica ao cuidado do paciente. “Tudo começa com o cirurgião identificando o paciente candidato, que são aqueles que vão passar por uma cirurgia longa com perda antecipada de sangue, aqueles com quadro clínico como anemia ou pacientes com restrição ao uso de hemocomponentes. O cirurgião irá orientar sobre os propósitos e benefícios do gerenciamento de sangue e encaminhar o paciente para o hematologista que vai fazer uma avaliação cuidadosa”, ressalta.
Entre os critérios de inclusão de pacientes estão os procedimentos cirúrgicos eletivos, com potencial de sangramento previsto (500ml) e concentração de hemoglobina no sangue menor que 11 miligramas por decilitro; histórico clínico e/ou laboratorial de coagulopatia e pacientes que se recusam a receber transfusão de sangue e hemoderivados.
Fonte: Tribuna da Bahia






