Ela foi apontada como a responsável por dar a ordem para economizar no controle de qualidade dos testes, como relatou em depoimento à polícia o técnico de laboratório Ivanilson Santos, preso na segunda-feira (14). As informações são do g1.
As investigações constataram que com o objetivo de diminuir os custos, houve uma falha operacional no controle de qualidade aplicado nos testes. Com isso, a análise das amostras deixou de ser realizada diariamente e se tornou semanal.
O delegado Wellington Pereira, responsável pelas investigações, afirmou que Adriana negou as acusações.
Na chegada à a Decon, na Cidade da Polícia, na Zona Norte do Rio, Adriana foi questionada por jornalistas sobre a falha dos exames e ela apenas respondeu: “Humana”. Indagada sobre de quem seria a responsabilidade, disse que: “Quem realizou o exame já está sendo punido”.
Outras duas pessoas também foram levadas para a Decon para prestar depoimento, sendo uma delas o ex-sócio do Laboratório PCS. Eles foram ouvidos e liberados.
OPERAÇÃO VERUM
A segunda fase da Operação Verum cumpriu, ao todo, um mandado de prisão e oito de buscas e apreensão. A ação conta com o apoio do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE).
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) afirma que os investigados e o Laborório PCS Saleme já emitiram dezenas de resultados com falso positivo e falso negativo para HIV, inclusive em exames de crianças. De acordo com o MP-RJ, eles estão respondendo a inúmeras ações indenizatórias por danos morais e materiais, de forma que a reiteração dessa conduta demonstra total indiferença com a vida de seus clientes e da população como um todo.
Com o avançar das investigações, a Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol) desmembrou o procedimento que apura os falsos laudos emitidos pelo Laboratório PCS Saleme e instaurou novo inquérito para investigar o processo de contratação da empresa.
Fonte: Bahia Notícias






