A Bahia está entre os seis estados brasileiros com maior número de iniciativas mapeadas no campo da longevidade. É o que revela o Mapeamento do Ecossistema de Inovação Social em Longevidade 2024, realizado pelo Lab Nova Longevidade em uma colaboração entre Ashoka, Instituto Beja e Itaú Viver Mais.
O estado contribui para inovar o modo como envelhecemos no Brasil a partir de diversas iniciativas que visam melhorar a qualidade de vida, a saúde e a inclusão social da população idosa. Algumas iniciativas mapeadas ilustram que essa contribuição mobiliza diversos grupos e setores da sociedade, como a AAPI – Associação de Assistência à Pessoa Idosa, a AGENDHA, o Grupo Vivavós e o Centro de Referência Estadual de Atenção à Saúde do Idoso (CREASI).
A AAPI desenvolve programas de saúde, cultura e lazer, com um foco especial na promoção do envelhecimento saudável e na defesa dos direitos dessa faixa etária. Já a AGENDHA, que atua no contexto de relações agroecológicas e de gênero, tem ajudado pessoas idosas a manterem sua autonomia alimentar e energética, com a implementação de tecnologias sociais que garantem a segurança e o bem-estar das comunidades rurais, incluindo as pessoas idosas. O Grupo Vivavós, formado por pessoas 60+, já é uma referência, com 20 anos de atividades promotoras de inclusão sociocultural da pessoa idosa através de artes integradas. E completando os destaques, o CREASI, vinculado à Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, oferece atendimento especializado na área de geriatria e gerontologia, contribuindo para o cuidado da saúde da pessoa idosa.
Marília Duque, co-líder de Nova Longevidade na Ashoka, afirma: “essas e outras iniciativas da Bahia fazem parte de um movimento crescente que busca garantir os direitos, a saúde e a dignidade da população idosa, refletindo as necessidades de um Brasil que está envelhecendo rapidamente”.
O Mapeamento do Ecossistema de Inovação Social em Longevidade 2024 aponta que o país está diante de um aumento substancial na população 60+, exigindo novas soluções para garantir inclusão e bem-estar. O Índice de Envelhecimento atingiu, por exemplo, 55,2 em 2022, indicando que há 55,2 pessoas com 65 anos ou mais para cada 100 crianças de 0 a 14 anos. Em 2010, o índice era de 30,7.
O relatório ainda chama a atenção para a necessidade de se promover a inclusão digital de pessoas idosas. Além disso, o estudo destaca a importância da colaboração intergeracional, com 74% das iniciativas focadas na promoção da conexão entre diferentes gerações.
Para conhecer o ecossistema mapeado e fazer o download do estudo completo, acesse: https://labnovalongevidade.org/.
Fonte: Tribuna da Bahia






