De acordo com o Anuário Estatístico de Acidentes de Origem Elétrica, publicado pela Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos de Eletricidade (Abracopel), o estado registrou 83 incidentes com 62 óbitos em 2023
De acordo com o Anuário Estatístico de Acidentes de Origem Elétrica, publicado pela Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos de Eletricidade (Abracopel), o estado registrou 83 incidentes com 62 óbitos em 2023. No total, o Brasil teve 675 mortes por choque elétrico no ano passado, sendo 218 delas no Nordeste.
O ranking de mortes por choque elétrico no primeiro semestre deste ano também inclui outros estados com números. O Rio Grande do Sul registrou 52 mortes, São Paulo e Pará tiveram 45 cada, Paraná 41, Santa Catarina 40, e Goiás 37. Outros estados também apresentam números significativos, como Minas Gerais com 33, Mato Grosso e Pernambuco com 29 cada, e Paraíba com 25.
O engenheiro eletricista Edson Martinho, diretor executivo da Abracopel, atribui a alta taxa de acidentes na Bahia a falhas nas instalações elétricas. Ele destaca a ausência de dispositivos de proteção adequados, como o Dispositivo Diferencial Residual (IDR), que pode prevenir choques elétricos ao desligar a instalação elétrica em caso de falha. “Muitas vezes, os profissionais têm receio de instalar o IDR, pois ele pode evidenciar erros na instalação. Além disso, muitos usuários desconhecem a importância do dispositivo e acabam não o instalando por acharem que é caro ou complicado”, explica.
Além das falhas na instalação, o desconhecimento dos riscos é um fator crucial para o aumento dos acidentes. Martinho ressalta que mesmo choques elétricos de baixa tensão, como os de 127 ou 220 volts, podem ser fatais. “As pessoas subestimam a gravidade dos choques elétricos. Qualquer choque acima de 50 volts pode ser mortal, e as tomadas comuns no Brasil operam em tensões bem superiores a isso”, alerta.
Mario Jambeiro, engenheiro de Segurança da Neoenergia Coelba, disse que a maioria dos acidentes elétricos ocorre dentro das residências. Jambeiro destaca que, ao identificar qualquer situação de risco, é crucial entrar em contato imediatamente pelo telefone 116. “A segurança da nossa população é nossa prioridade máxima. Se perceber qualquer perigo, ligue para a Energia Coelba, e uma equipe será enviada imediatamente para resolver o problema”, alerta.
O engenheiro ressalta que, embora a energia não tenha cor nem cheiro, ela pode ser percebida pelo tato, e oferece recomendações valiosas para minimizar os riscos de choque elétrico:
1. Manutenção dos Circuitos Elétricos: Realize uma revisão completa da instalação elétrica a cada cinco anos. Um profissional qualificado deve avaliar se a fiação está adequada para a demanda de energia e se não há riscos de acidentes.
2. Cuidados com Equipamentos Energizados: Evite manusear equipamentos elétricos, como máquinas de lavar, enquanto estão ligados. Desconecte o aparelho antes de ajustá-lo ou adicionar mais roupas. Além disso, verifique se todos os equipamentos eletrônicos possuem um selo de certificação, o que garante que foram testados e são seguros para uso.3. Uso Moderado de Benjamins: Evite o uso excessivo de benjamins (adaptadores), que podem superaquecer e aumentar o risco de incêndios. Certifique-se de que a quantidade de equipamentos conectados não exceda a capacidade do adaptador.
4. Instalação de Disjuntores Residenciais: Utilize disjuntores diferenciais residuais (DR) em sua casa. Esses dispositivos de proteção desligam a energia em caso de fuga ou curto-circuito, protegendo os moradores de choques elétricos.
Fonte: Tribuna da Bahia






