A capital baiana enfrentou um temporal com muitos transtornos às vésperas da estação mais quente do ano
Amanhã, a estação mais quente do ano começa no Brasil e a expectativa para Salvador é de uma temporada com bastante calor. No entanto, mesmo prometendo temperaturas altas, tudo indica que o verão poderá começar com chuva. Ontem, a capital baiana teve fortes chuvas com trovões e relâmpagos no decorrer do dia. Por conta do temporal, muitos bairros apresentaram queda de energia, árvores caídas e alagamentos.
Especialistas já apontam que este pode aer um dos verões mais quentes dos últimos anos: o calor pode ultrapassar a sensação térmica de 34º C, o que pode trazer muito desconforto e mal estar para muita gente.
A previsão é de chuvas abaixo da média em dezembro, janeiro e fevereiro na capital baiana, enquanto na Bahia a projeção também é parecida, mas por ser muito extenso o estado agrega diferentes tipos de clima. Os verões tendem a ser mais chuvosos, por exemplo, no Oeste, Sul e região mais central, amenizando o calor.
Nos últimos 30 anos, as médias clinatológicas mostraram que a temperatura na capital baiana já começa a subir em novembro, atingindo seu pico sempre nos meses de fevereiro, num média histórica de 31º C. E desde então, a população tem percebido esse aumento no calor.
No entanto, neste verão, a sensação de calorão já começou bem mais cedo.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), ela permanecerá acima da média histórica em todas as regiões do país durante a estação.A temperatura média no Norte e Nordeste, inclusive na Bahia, pode atingir 32,5 °C, enquanto em alguns estados do Centro-Oeste e do Sudeste, a média será de 30 °C.
A Região Sul é a única exceção, com a expectativa de um volume significativo de chuvas.
“Todo o Brasil terá temperaturas acima da média, com exceção da parte sul do Rio Grande do Sul. Isso é uma característica do El Niño. No entanto, não deve ser como na onda de calor. Inclusive, não há previsão de onda de calor em dezembro”, explica também o meteorologista da Climatempo Fábio Luengo.
Parte disso pode ser explicado pela junção do aquecimento global e do fenômeno climático El Niño, que impactam diretamente a temperatura dos oceanos e, com isso, do clima em geral. Neste ano, o país registrou máximas históricas de temperatura. Década a década, o mundo vem registrando cada vez mais dias sob efeito das ondas de calor. De 1961 a 1990, foram apenas 7 dias. De 2011 a 2020, foram 52.Os últimos nove anos, de 2015 a 2023, foram os mais quentes já registrados no Brasil.
Fonte: Tribuna da Bahia






