Veja quais alimentos vegetais possuem mais ferro que uma porção de bife, segundo nutricionista

carne bovina sempre acaba sendo associada ao consumo de ferro no organismo, considerada como principal fonte do mineral. No entanto, para quem opta por uma dieta sem carne vermelha, o nutricionista Matheus Maestralle revela ao Metrópoles que alguns vegetais, sementes e leguminosas chegam a igualar e até ultrapassar o bife em teor de ferro por porção.

O especialista fez uma comparação simples da presença de ferro em alimentos vegetais e em uma porção de carne. “Um bife de 100 g tem em média 2,5 a 3 mg de ferro. Mas a mesma quantidade de lentilha, grão-de-bico ou feijão preto já chega próximo disso. Há ainda alimentos como semente de abóbora, gergelim e castanha de caju que são campeões em concentração de ferro”, explica Matheus Maestralle.

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Matheus atenta também para os benefícios do espinafre cru (2,7 mg em 100 g), da couve (até 2 mg) e até das algas, como a spirulina, que possuem 28,5 mg a cada 100 g, mesmo que, na prática, as porções sejam bem menores. “As frutas secas, como damasco e uva-passa, também podem contribuir com o aporte”, ressalta.

Diferença do ferro animal para o ferro presente nos vegetais

O nutricionista revela que existe uma forte diferença quanto à absorção do nutriente pelo corpo. De acordo com ele, o ferro da carne vermelha (chamado heme), possui absorção de 15% a 35%, enquanto o ferro vegetal (não heme), varia de 2% a 20%, a depender do contexto. “Isso significa que, mesmo com boas quantidades, o corpo aproveita menos o mineral vindo de plantas”, destaca.

Embora a biodisponibilidade seja menor, o especialista traz uma solução para potencializar o aporte de ferro em dietas vegetarianas ou veganas. “Combinar feijão ou grão de bico com pimentão ou suco de laranja é uma boa saída para garantir uma melhor absorção, já que a vitamina C ajuda nesse processo”, orienta Maestralle.

O nutricionista ainda esclarece que técnicas como deixar leguminosas de molho, germinação e fermentação também reduzem fatores que dificultam o aproveitamento do ferro. “Por outro lado, chá, café e excesso de cálcio na mesma refeição, como leite e derivados, atrapalham a biodisponibilidade de ferro”, esclarece.

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Quando a suplementação é importante?

Maestralle enfatiza que nem sempre só a alimentação é o bastante. “Para quem consome carne regularmente, em geral, é suficiente. Mas vegetarianos, veganos, gestantes, atletas de alta performance ou pessoas com perdas sanguíneas podem precisar de suplementação — sempre com orientação profissional, já que o excesso de ferro também traz riscos”, afirma.

De acordo com ele, a deficiência do mineral pode levar a anemia ferropriva, com sintomas como fadiga, tontura, baixa imunidade e até atrasos no desenvolvimento infantil. “Mais importante do que recorrer a polivitamínicos indiscriminadamente é ajustar a dieta e, se necessário, suplementar de forma estratégica. Cada nutriente compete com outro na absorção, por isso o acompanhamento individualizado faz toda a diferença”, reforça o nutricionista.

 

 

 

Fonte: Bahia News