A vacina ainda não chegou no sistema público de saúde aqui na Bahia, porém algumas redes de drogarias e laboratórios já têm o imunizante.
Dentre as doenças que mais assolam oBrasil está a dengue. Há anos o país sofre com esta velha conhecida que pode ser fatal. Mas, em julho do ano passado, um novo imunizante chegou em solo nacional. E a procura nas drogarias da capital está alta.
De acordo com dados do Ministério da Saúde (MS) este ano, até o momento já foram registrados cerca de 345.235 casos de dengue em todo o país e 36 óbitos foram confirmados. Na Bahia, o número é de 3.749 casos e 1 óbito. Esses dados só reforçam a necessidade de manter os cuidados e prevenção.
O Brasil é o primeiro país a disponibilizar o imunizante na rede pública de saúde. Aqui na Bahia, o imunizante ainda não está disponível na rede pública de saúde. Ainda assim, em algumas drogarias que realizam o serviço de vacinação, clínicas e laboratórios já têm a vacina Qdenga, da farmacêutica japonesa Takeda.
Realizando uma pesquisa de valores do imunizante, a Tribuna da Bahia encontrou no bairro da Graça, em Salvador, o laboratório Sabin que está ofertando a vacina no valor de R$410. Na Drogaria São Paulo, localizada no Chame-Chame, o imunizante custa R$350 e já houve reforço das unidades do imunizante devido a procura. Já no site da Extrafarma, o valor da vacina é o mais em conta, custa aproximadamente R$330. Por fim, no laboratório Leme o valor da dose é de aproximadamente R$420.
Pessoas de 10 a 14 anos poderão receber a vacina Qdenga quando a mesma estiver disponível no SUS. Já nas redes de farmácia, pessoas de 10 a 60 podem se imunizar contra a dengue. Contudo, devido a baixa produção do laboratório, o quantitativo de imunizantes é baixo e as farmácias correm o risco de não ter mais estoque, mesmo que por um curto período de tempo.
Gibran Sousa, diretor e secretário de imprensa do Sindicato dos Farmacêuticos (Sindifarma) explica que existe a possibilidade do imunizante faltar, mas que a reposição será feita de forma contínua.
“Essas são vacinas caras, então são compradas em lotes menores, porque há possibilidade de perder, e é natural também que acabe, pois já está entrando o sistema de saúde público na compra das vacinas. Então, à medida que a demanda aumenta, o laboratório acaba não tendo a produção suficiente para acompanhar, mas depois a produção vai aumentando”, esclareceu.
De acordo com o Ministério da Saúde, 521 cidades receberão o imunizante na rede pública de saúde. Na Bahia, o quantitativo é de 115 municípios. Eles fazem parte das 6 regiões de saúde. São elas: Salvador, Feira de Santana, Camaçari, Itabuna, Ilhéus, Jequié e Barreiras.
As regiões de saúde foram selecionadas pelo Ministério da Saúde com base em três critérios: pelo menos um dos municípios deve ter mais de 100 mil habitantes; alto registro de transmissão de dengue em 2023 e 2024 e maior predominância do sorotipo DENV-2.
Fonte: Tribuna da Bahia






