Cirurgia minimamente invasiva pode ser a solução no tratamento da hiperidrose
A hiperidrose, condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, é mais do que um simples incômodo. Para a vendedora técnica baiana Pryscilla de Sá Pequeno (34), o suor excessivo nas mãos e axilas foi uma barreira na vida pessoal e profissional por muito tempo. No último mês de abril, porém, após se submeter a uma cirurgia conhecida como simpatectomia, ela experimentou uma grande transformação. Caracterizada pelo suor excessivo além do necessário para regular a temperatura corporal, a doença afeta cerca de 3% da população e pode ser hereditária. Em muitos casos, o impacto na autoestima e nas atividades diárias costuma ser significativo.
Transpirar é algo normal para o ser humano. A função do suor, basicamente, é o controle da temperatura do corpo. Por isso, é natural suar quando a temperatura do ambiente se eleva ou durante a prática de exercícios. No entanto, na hiperidrose, o que ocorre é um quadro de suor excessivo, principalmente localizado nas axilas, palmas das mãos, plantas dos pés e/ou face em diferentes combinações.
De acordo com o cirurgião torácico Pedro Leite, especialista no tratamento da doença, a hiperidrose é classificada como primária quando não existe uma causa subjacente. Neste caso, ela costuma surgir precocemente na infância e é frequentemente localizada nas mãos e axilas, causando constrangimentos sociais, dificuldades no trabalho e em situações cotidianas, o que pode desencadear problemas como ansiedade e depressão. “Com frequência, os pacientes com a doença relatam, por exemplo, evitar apertos de mão e outras situações que necessitem de contato por estarem frequentemente com a pele úmida”, destacou o médico.
Durante a avaliação clínica, é muito importante diferenciar esse quadro da chamada hiperidrose secundária, que acomete o corpo mais difusamente e está relacionada a doenças endócrinas como diabetes, hipertireoidismo, doenças neurológicas, medicamentos ou até mesmo à alimentação. Nesse caso, a identificação da causa básica e o acompanhamento com o especialista adequado é essencial para a resolução do problema.
Fonte: Tribuna da Bahia






