Situação dos estoques de sangue na Bahia é preocupante

Hemoba convoca a sociedade baiana a doar sangue, porque os estoques estão bem baixos

A Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Estado da Bahia (Hemoba) passa por uma séria crise de estoque de sangue. Atualmente, a maior necessidade é para os tipos sanguíneos A-, B-, O- e O+. Segundo Aline Dorea, médica de coleta da Hemoba, alguns hemocentros estão precisando de mais doações. “Procuramos manter em estoque com segurança tudo o que recebemos, mas temos alguns grupos que estão em alerta vermelho, como os tipos A, B, AB, O negativo. Quanto mais a população se propuser a doar, será melhor para a reposição dos suprimentos que nos faltam”, diz.

Ainda segundo a especialista:  “No momento atual, as doações são semelhantes ao período de antes da pandemia em questão de estoque e coleta de sangue, e com as campanhas de doação, o movimento tende a melhorar”.

Durante a pandemia, os hospitais solicitaram o fornecimento de bolsas de sangue para casos em urgências cirúrgicas, o que demandou bastante dos estoques da Hemoba. “Não especificamente ficamos sem fornecer os hospitais. Mas priorizamos o atendimento de pacientes urgentes que realmente precisavam das bolsas de sangue ou das plaquetas para uma cirurgia de risco. Isso fez com que outros pacientes menos graves ficassem à espera das bolsas de sangue e das plaquetas”, conta a médica.

“Em contrapartida, a diminuição de cirurgias e adiamento de procedimentos hospitalares equilibrou o estoque nesse período e conseguimos manter o que já tínhamos e nos ajudou a atender nossas demandas mais urgentes”, continua.

Hemocentros demandam plaquetas

A Hemoba tem sedes situadas pelo estado da Bahia, cada uma tendo seu alerta de déficit de tipo sanguíneo. Em Salvador, os hemocentros estão localizados no Hospital Ana Nery, no bairro da Caixa D’água, no Hospital Irmã Dulce (Largo de Roma), no Hospital do Subúrbio e na Avenida Vasco da Gama.

“Aqui em Salvador os hemocentros estão precisando bastante de doação dos tipos A-, B-, AB-, O-. Com mais urgência crítica, em específico a doação de O+ e O-, por ser uma tipagem de sangue universal e ter uma maior demanda de precisão. Demandamos também de plaquetas, já que através do sangue podemos fazer a produção delas e também fornecer aos hospitais”, relata Dorea.

A médica também apontou que a Hemoba enfrenta dificuldades, sobretudo, em períodos de feriados. “Em feriados prolongados temos uma dificuldade sim, porque a produção de plaquetas tem validade de 5 dias e em um feriado prolongado dificulta o estoque de plaquetas e o transporte delas. O movimento na cidade diminui bastante e as doações também, então feriados sempre tem um desfavorecimento”, explicou.

 

 

Fonte: Tribuna da Bahia

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