Em Salvador, entre as praias de Jardim de Alah e Ipitanga, a Coordenadoria de Salvamento Marítimo (Salvamar) registrou 635 ocorrências de afogamento em 2024, sendo 8 óbitos.
A época mais quente do ano chegou e com o aumento de banhistas, especialmente de visitantes em cidades litorâneas, o risco de afogamentos também cresce. Em Salvador, entre as praias de Jardim de Alah e Ipitanga, a Coordenadoria de Salvamento Marítimo (Salvamar) registrou 635 ocorrências de afogamento em 2024, sendo 8 óbitos.
O salva-vidas e coordenador geral da Associação Baiana de Salvamento Aquático, Pedro Barretto Ribeiro, dá as seguintes dicas para evitar afogamentos: “praia somente na presença de salva-vidas; respeite as sinalizações e avisos, não entre na água em frente a bandeira vermelha; água no umbigo, sinal de perigo; caso seja pego por uma corrente fique calmo, não lute contra, flutue e acene por ajuda imediatamente; não tomar banho de mar se fizer uso de álcool e outras drogas alteradoras de consciência; se avistar um afogamento não se arrisque, ajude ligando para a Salvamar 3202-4970”.
Os dados da Salvamar apontam ainda que de janeiro a dezembro do ano passado, foram registrados 55 casos de crianças perdidas, enquanto em 2023, foram 206 ocorrências do tipo, no mesmo período. Como medida preventiva, o órgão municipal distribuiu, ao longo do ano, 4.981 pulseiras infantis de identificação.
Ocorrências também no interior
Os últimos dias de 2024 foram marcados por tragédias nas águas baianas. No dia 25 de dezembro, Welliton Damião Silva, de 20 anos, foi vítima de afogamento na Praia da Bica, em Saubara; já no dia 30 de dezembro, em Itabuna, um menino de três anos morreu após cair em uma piscina desativada.
De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), no ano passado, até novembro, foram contabilizadas 328 mortes por afogamento, frente a 409 casos registrados em 2023. O 13° Batalhão de Bombeiros Militar/Bmar da Bahia notificou 149 ocorrências de resgate e afogamentos no meio líquido em 2024, mas todas as vítimas foram retiradas com vida.
Para reduzir os riscos de acidentes como estes, o Corpo de Bombeiros Militar da Bahia recomenda uma atitude prudente por parte do banhista, já que mais de 46% dos afogados acham que sabem nadar. Outras recomendações de segurança em praias são: perguntar ao guarda-vidas o melhor local para o banho; ter atenção com as crianças; nadar longe de pedras, estacas ou piers; evitar ingerir alimentos pesados antes do banho de mar; além de antes de mergulhar no mar, certificar-se da profundidade.
Mas o risco habita também em água doce, onde ocorrem cerca de 65% das mortes por afogamento. Ainda segundo o Corpo de Bombeiros, 89% das crianças não têm supervisão durante o banho de piscina, o que aumenta potencialmente o risco de acidentes.
Para evitar tragédias como a de Itabuna, algumas orientações são dadas pela corporação, como isolar a piscina com grades com altura de 1.50 mts e 12 cm entre as verticais, o que reduz as ocorrências de afogamento em até 70%. Além disso, manter a atenção nas crianças mesmo com boias de braço e desligar o filtro da piscina em caso de uso.
Dados da instituição ainda revelam que 84% dos afogamentos ocorrem por distração do adulto e um agravante é que mais de 40% dos proprietários de piscinas não sabem realizar os primeiros socorros. Por segurança, orienta-se que crianças a partir dos dois anos de idade sejam ensinadas a nadar.






