Os episódios semanais vão ao ar sempre às terças-feiras, às 15h, e contarão com a participação de um convidado e um membro do grupo Bengalas. Nesta terça, a membra é a enfermeira Katiane Andrade e a convidada a geriatra Lilian Carvalho, para falar sobre os pais idosos pelo olhar da medicina.
“O projeto nasceu de uma demanda minha, que sou filha de pais idosos, e me via doida querendo dar atenção a eles em meio a todas as demandas que eu tenho, de ser profissional, mãe, esposa, dona de casa, avó… Eu comecei a conversar com minhas amigas e ver que era um problema delas também, que estão na mesma faixa etária. Então eu li bastante sobre isso e percebi que é um problema mundial”, explicou Castro ao Bahia Notícias.
Marta ainda lembrou que a população do Brasil está mais velha. De acordo com dados divulgados pelo IBGE, entre 2012 e 2021, o número de pessoas abaixo de 30 anos de idade no país caiu 5,4%, enquanto houve aumento em todos os grupos acima dessa faixa etária no período.
“O Brasil está envelhecendo mais rápido do que outros países, a longevidade está aumentando e, temos uma geração que tem que dar conta de pais idosos, dos filhos – e que muitos ainda estão em casa -, dos netos, e da vida produtiva”, alertou, citando que os estudos classificam esse grupo como “geração sanduíche”, por estar “espremida” entre tantas obrigações.
Foi dessa demanda de tantas pessoas – sobretudo mulheres – que surgiu a ideia do projeto Comunidade Bengalas, que tem três pilares: um grupo de apoio, com reuniões remotas pela plataforma Zoom; um grupo de WhatsApp para troca de informações, como artigos sobre o tema, contatos de especialistas e dicas; e o podcast, para amplificar o debate e alcançar mais pessoas que enfrentem o mesmo desafio.
“O podcast visa ajudar quem não pode participar do grupo do WhatsApp ou dos encontros remotos, além de ter um caráter menos acolhedor e mais instrumentalizador.
Entre os assuntos que serão debatidos no podcast estão o impacto financeiro, emocional e físico de ter em casa os pais idosos, e debates sobre como o trabalho pode ser afetado. “Queremos convidar geriatras, fisioterapeutas, associação de recursos humanos, e o próprio idoso para que ele possa dizer como se sente”, detalhou a apresentadora.
Fonte: Bahia Notícias






