Modelo de cuidado domiciliar inspirado em serviço holandês já é usado por 11 operadoras no País e conseguiu reduzir internações e custos para companhias e melhorar indicadores de saúde de idosos
De olho na alta de custos dos últimos anos em suas operações e no impacto do aumento de clientes idosos em suas carteiras, algumas operadoras de planos de saúde contrataram uma empresa especializada em cuidado domiciliar e personalizado a idosos com o objetivo de reduzir o risco de surgimento ou agravamento de doenças e, consequentemente, as despesas assistenciais.
Inspirado no modelo holandês Buurtzorg, que significa “cuidados de vizinhança”, o serviço da Laços Saúde é focado em visitas periódicas de enfermeiras, que levantam as necessidades e problemas de saúde do paciente nos primeiros atendimentos e, junto a uma equipe multidisciplinar, montam um plano de cuidado que pode incluir visitas mensais, semanais ou até diárias, dependendo da necessidade.
As demandas e intervenções são variadas: há aqueles idosos que ainda preservam a autonomia, mas precisam de acompanhamento para aderir ao tratamento de doenças crônicas ou adotar um estilo de vida mais saudável, por exemplo. Há outros que recebem orientações para fazer mudanças em casa e na rotina para reduzir o risco de quedas.
Há casos de pacientes mais debilitados em que a enfermeira fará visitas mais frequentes para oferecer auxílio em tarefas como higiene, alimentação, medicação, troca de sonda. Problemas de saúde mental, dor crônica e demência são outras questões comuns que a equipe acompanha.
A equipe também trabalha a criação e fortalecimento de vínculos sociais e familiares e a inclusão tecnológica, até porque algumas consultas de acompanhamento com a equipe podem ser online. A empresa também oferece uma central telefônica para acionamento 24 horas em caso de urgência e emergência e ferramentas de inteligência artificial para avaliar escala de depressão, por exemplo, um problema comum entre idosos.
“Na primeira visita, a gente mede muitos scores, como os de funcionalidade, cognição, ambiente, gestão de medicamentos, para traçarmos o perfil de risco e, a partir dele, traçarmos um plano para diminuir esses riscos, com metas, prazos e monitoramento para verificar se a pessoa está estabilizada ou melhorando ao longo do tempo”, explica Martha Oliveira, CEO da Laços Saúde.
Fonte: Tribuna da Bahia






