Padre se recusa a batizar bebês reborn e diz ser “caso de psiquiatra”

Sacerdote divulgou nota se negando a realizar ritos católicos para bonecos realistas

O padre Chrystian Shankar, da Diocese de Divinópolis (MG), se manifestou na última sexta-feira contra pedidos de rituais católicos para bonecas reborn — réplicas hiper-realistas de bebês humanos. Em nota publicada em seu perfil no Instagram, que soma 3,7 milhões de seguidores, o religioso afirmou que não realiza batizados, missas ou orações para esses objetos e recomendou acompanhamento psicológico ou psiquiátrico para quem faz esse tipo de solicitação.

“Não estou realizando batizados para bonecas reborn ‘recém-nascidas’. Nem atendo ‘mães’ de boneca reborn que buscam por catequese. Nem celebrando missa de Primeira Comunhão para crianças reborn. Nem oração de libertação para bebê possuído por um espírito reborn. E, por fim, nem missa de Sétimo Dia para reborn que arriou a bateria”, escreveu o padre. Ao final, ironizou: “Essas situações devem ser encaminhadas ao psicólogo, psiquiatra ou, em último caso, ao fabricante da boneca”.

A publicação ocorreu em meio a uma crescente repercussão nas redes sociais envolvendo vídeos de mulheres que tratam os bonecos como filhos. Nas últimas semanas, internautas passaram a criticar com veemência o comportamento das chamadas “mães de reborn”, gerando discussões sobre limites entre afeto, fantasia e saúde mental.

Diante da polêmica, deputados federais apresentaram na quinta-feira três projetos de lei com o objetivo de restringir direitos e benefícios a pessoas que tratam bonecos reborn como crianças reais.

O PL 2.326/2025, do deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP), proíbe profissionais da saúde — públicos ou privados — de realizarem simulações de atendimentos clínicos com bonecos. Já o PL 2.320/2025, do deputado Dr. Zacharias Calil (União Brasil-GO), prevê sanções administrativas a quem utilizar reborns para obter benefícios destinados a crianças de colo, como vagas preferenciais.

A deputada Rosângela Moro (União Brasil-SP), por sua vez, propõe no PL 2.323/2025 o acolhimento psicossocial de pessoas com vínculos afetivos com bonecos hiper-realistas.

Os projetos ainda serão avaliados pelas comissões da Câmara antes de seguirem para votação.

 

Fonte: Tribuna da Bahia

 

 

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