Operação de assistência aos Yanomami completa quatro meses

A operação de assistência ao povo Yanomami completou quatro meses. Neste período, 681 profissionais de saúde foram mobilizados, entre médicos, profissionais de enfermagem, agentes de combate a endemias e nutricionistas, de forma a garantir atendimento à população da região.

Mais de 20 mil cestas básicas foram entregues, além de 369,3 mil unidades de medicamentos para malária e 38,9 mil unidades de antibióticos, antifúngicos e antiparasitários. Somente na Casa de Saúde Indígena (Casai), dos 1.359 atendimentos realizados, houve um total de 1.080 altas.

“Com esses atendimentos, estamos dando dignidade ao povo Yanomami ao garantir assistência na atenção especializada e suporte de média complexidade dentro do território. Isso vai abrir um precedente fundamental para todos os povos originários do nosso país “, destaca o secretário de Saúde Indígena, Ricardo Weibe Tapeba.

As ações também envolveram a atuação de grupos de trabalho para imunização. De acordo com dados preliminares, foram aplicadas, até o momento, 2.886 doses de vacinas de rotina, mais de 1.195 doses de vacina contra a Covid-19 e 1.193 doses de vacina contra a Influenza no Polo Base de Surucucu. Outras 1.164 doses de vacinas foram aplicadas na Casai Yanomami.

O Ministério da Saúde também inaugurou o Centro de Referência em Saúde Indígena, em Surucucu. Preparada para atendimentos de urgência, consultas, exames e tratamento de malária e desnutrição, a inauguração foi um grande avanço diante da crise humanitária causada pelo abandono dos últimos anos.

Enfermeira há 15 anos, a voluntária da Força Nacional do SUS, Cátia Jussara, diz que uma estrutura como a do Centro de Referência faz toda diferença quando o assunto é salvar vidas. “Aqui, chegaram crianças em situações muito graves e pudemos dar atendimento de qualidade para se estabilizar e fazer transferências, quando necessário. Muitas só conseguiram resistir e aguardar por causa do nosso primeiro atendimento”, destaca.

Intensificação das ações

Neste mês, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, esteve em Boa Vista, em agenda interministerial, para reforçar as ações do governo no local após três indígenas serem baleados por garimpeiros dentro do território Yanomami. Um deles não resistiu aos ferimentos.

Na ocasião, a ministra reforçou que crimes como esse não serão tolerados e que as operações serão continuadas. “Nossa visão é de uma cultura de paz, com clareza da importância do nosso papel na proteção dos povos indígenas. A orientação do nosso governo, é trabalharmos juntos para intensificar as ações na região”, declarou, durante a visita.

Fonte: Nathan Victor/Ministério da Saúde
Foto: Igor Evangelista/MS

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