O que embaixadinhas feitas por um menino de 13 anos, nas escadarias da Rocinha, maior comunidade do Rio de Janeiro, tem a ver com movimentos de balé, realizados por uma senhora de 72 anos, a partir de uma cadeira e orientação online, numa casa no bairro da Brasilândia, em São Paulo?
Ambas as atividades são capazes de alimentar esperança e sonhos. Ao mesmo tempo em que movimentam seus corpos e melhoram a saúde, essas pessoas se tornam também mais felizes.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE), uma população ativa contribui, inclusive, para o desenvolvimento da saúde pública.
Por meio de estudos, ficou comprovado que praticar atividade física regular reduz o risco de doenças crônicas, melhora o humor, aumenta a autoestima e tem impacto significativo no bem-estar mental e emocional, beneficiando a qualidade de vida de forma geral.
Com isso, fica clara a importância da prática esportiva para a manutenção da saúde integral e evolução de qualquer ser humano – é uma ferramenta poderosa para transformar vidas!
Uma pesquisa do Instituto Ipsos de 2021, mostra que o tempo dedicado a exercícios entre brasileiros é metade em relação à média global.
O levantamento, que entrevistou mais de 21 500 pessoas em 29 países, demonstra que os brasileiros se exercitam apenas três horas por semana, contra a média de seis horas semanais das outras nações.
O Brasil é o segundo país com mais pessoas que declaram não investir nenhum tempo ao condicionamento físico (31%), perdendo somente para o Japão (34%).
Os três principais fatores que afastam os brasileiros de atividades físicas é a falta de tempo (32%), a falta de recursos financeiros (21%) e a ausência de instalações adequadas nas proximidades de onde vivem (13%).
Com estatísticas como essas, vemos como é vital discutirmos políticas públicas e engajamento da iniciativa privada para democratizar o acesso à prática de exercícios e combater comportamentos sedentários para comunidades onde os recursos são limitados.
O tempo gasto no trajeto para chegar ao trabalho ou à escola poderia ser utilizado para proporcionar mais qualidade de vida, por exemplo.
De acordo com o Journal of Physical Activity and Health, publicação global que divulga pesquisas relevantes para a ciência e o condicionamento físico no que se refere a resultados de saúde, pessoas com baixo nível socioeconômico são fisicamente menos ativas do que aquelas de classes mais altas.
Para nortear as autoridades de saúde ao redor do mundo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou, em 2018, um Plano de Ação Global, que tem como objetivo combater o sedentarismo – e, para isso, traz metas claras para reduzir a inatividade global, sendo 10% até 2025 e 15% até 2030.
Fonte: Veja Saúde
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