Novas denúncias e afastamento: Saiba quantas vítimas denunciaram o ginecologista investigado por crimes sexuais

O ginecologista Elziro Gonçalves de Oliveira é acusado de cometer, pelo menos, nove crimes sexuais durante consultas FEITAS na cidade de Salvador. A princípio, os registros dos atendimentos das vítimas aconteceram no centro médico do plano Caixa Assistência dos Empregados do Baneb (Casseb). 

Do mesmo modo, os dois casos mais recentes teriam ocorrido contra mãe e filha, clínica CAM, localizada no bairro do Itaigara, no período de 2019 a 2022. O suspeito tem 71 anos de idade. Informações colhidas pelo BNews indicam que as vítimas estão revoltadas com a mudança de delegacia que investiga os casos.

Por meio de nota, a PC-BA confirmou o número de nove ocorrências registradas até o momento, bem como garantiu que, a partir de agora, as investigações estão sob comando do Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Grupos Vulneráveis, por meio da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Brotas.

“As investigações sobre as denúncias de crimes contra a dignidade sexual que teriam sido praticados por um médico ginecologista estão a cargo do Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Grupos Vulneráveis, por meio da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Brotas, que assumirá os casos anteriormente apurados pela 6ª Delegacia Territorial (DT/Brotas) e realizará as providências de polícia judiciária cabíveis, incluindo a marcação de oitivas. Até o momento, há nove ocorrências registradas contra o suspeito. A Polícia Civil da Bahia salienta, por fim, que a Deam de Brotas está à disposição de outras eventuais denunciantes”, enfatizou por nota.

Ministério Público da Bahia (MP-BA) também investiga o cenário das denúncias. O BNews entrou em contato com o órgão. Também por meio de nota, o MP-BA atestou que “há procedimento instaurado com relação ao médico no Ministério Público estadual, que solicitou instauração de inquérito à Polícia Civil para apurar os fatos”.

“Ressaltamos que a 11° Promotoria de Justiça Criminal, por meio do 2° promotor de Justiça, está à disposição para ouvir possíveis vítimas do médico e adotar as providências pertinentes ao caso”, acrescentou o MP-BA.

Além disso, o órgão mencionou que as vítimas podem denunciar o caso por meio da Secretaria Processual Criminal, atendimento da 11° Promotoria de Justiça, tanto presencialmente na sede do MP do bairro de Nazaré ou por meio dos telefones 3103-6668/0628 ou e-mail [email protected].

O Grupo CAM, por sua vez, afirmou, também por meio de nota, que “o referido médico não atua mais” nas dependências.

“A CAM disponibiliza canais de comunicação para escuta ativa, que são respondidas em sua totalidade de forma sigilosa, garantindo a privacidade de seus pacientes. O referido médico não atua mais em nossas operações e colaboraremos com toda e qualquer apuração junto às autoridades. Fundado há 45 anos, a CAM preza pelo atendimento humanizado, atuação ética e em estrita observância à legislação vigente e seus valores e princípios, repudiando, veementemente, toda forma de assédio ou conduta desrespeitosa ou inadequada. Para contato em nossos canais de comunicação disponíveis, acesse www.clinicacam.com.br”, indicou.

 

 

Fonte: Bahia News

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