Mãe e filha com escabiose, doença altamente contagiosa, pedem ajuda para realizarem tratamento

Moradora do bairro Parque Ipê, contou que outras pessoas também estão sendo acometidas pela doença em Feira de Santana.

Mãe e filha estão vivendo um pesadelo ao contrair a escabiose, doença altamente infecciosa e contagiosa causada por um ácaro, chamado Sarcoptes Scabiei. Raimunda Camila do Carmo Paixão, de 60 anos, mora no bairro Parque Ipê, em Feira de Santana. Ao Acorda Cidade, ela contou que outras pessoas em outras localidades da cidade também estão com a doença.

Além de estar sofrendo com a doença, Raimunda encontra dificuldades para realizar o tratamento. Ela procurou a reportagem do Acorda Cidade para realizar um apelo solicitando a solidariedade das pessoas.

“Está bem difícil, a gente está devendo. Para ir ao médico hoje pela manhã eu tive que pedir dinheiro emprestado novamente porque eu não podia perder esses exames. Ainda tem mais exames fazer e eu pedi dinheiro para ir e voltar, para gente se alimentar. O dinheiro que era para pagar as coisas dentro de casa, tive que gastar com remédios. Estou aqui pelas graças de Deus”, relatou.

A idosa desconfia que pegou a doença de um amigo da escola da filha, que, consequentemente, passou para toda a família. No primeiro momento, Raimunda pensou que seria uma alergia, mas piorou.

“A gente foi para a dermatologista e a médica falou que é um surto que está tendo em Feira de Santana e em outras cidades também, como Santa Catarina, Pernambuco, Minas. É tipo uma sarda que é contagiosa. Todas as pessoas que estiverem na casa pega. Porém, é muita coceira. Minha filha quase enlouquece. A médica passou o remédio, a gente já comprou, a gente pediu dinheiro emprestado porque eu não tenho condições e a medicação acabou e ela continua coçando”, contou.

As medicações recomendadas pela médica ajudaram mãe e filha, mas elas ainda precisam continuar com o tratamento. Há três semanas que a filha não vai às aulas por conta da doença.

Na terça-feira (23), mãe e filha precisaram realizar exames de rotina, mas tiveram que pedir dinheiro emprestado para conseguirem chegar até o local. Raimunda ainda tem outra filha especial que precisa de seus cuidados. Para ajudar no sustento, ela lava roupa, mas no momento está sem condições.

“Nem dinheiro para comprar remédio a gente tem mais, nem para alimentação, para nada. Está difícil demais, eu tenho problema de coluna, tenho que cuidar de minha menina especial que passou mal ontem e agora tenho que cuidar de nós três e, ainda tem o rapaz que é coleguinha e está aqui e está com o corpo todo encaroçado”, contou.

Raimunda Camila do Carmo Paixão, de 60 anos - com escabiose - doença
Foto: Arquivo Pessoal

Raimunda Camila revelou que uma família amiga, que mora no bairro Pampalona, também teve a doença. Ela também conhece pessoas no bairro Campo Limpo que há dois meses estão com a infecção.

“A agente de saúde me falou que dentro do Renascer (localidade) tem uma família que está com essa coceira. Que tem criança e a gente que é adulto já está sofrendo com essa coceira, imagine as crianças. Me disse que é uma escabiose contagiosa. A médica falou que é um bichinho que na pele da gente, ele anda e por onde ele passa põe os ovinhos que coça demais. Coça e vira ferida. Hoje mesmo minha filha estava no hospital, ela coçou tanto a perna, chega sangrou”, lamentou.

O Acorda Cidade vai entrar em contato com Secretaria de Saúde para apurar o registro de casos da doença no município.

Em breve também será disponibilizada uma chave PIX para doações.

 

 

 

Fonte: Acorda Cidade

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