Levantamento aborda perfil de trabalhadores do setor de alimentação fora do lar

Pesquisa da FGV em parceria com a Abrasel mostra que número de mulheres, pretos e pardos em bares e restaurantes aumentou

Outro dado que chama a atenção é o percentual de pretos e pardos trabalhando no setor. Em 2017 eram 58%; em 2024, o número subiu para 63%. A média de escolaridade (anos de estudo), também cresceu. Na comparação de 2024 a 2017, passou de 10,2 para 10,7.

A alta taxa de informalidade percebida no setor é algo que preocupa a Abrasel. Segundo o levantamento, 41% dos trabalhadores são informais.

Para Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel, os dados mostram a importância do setor na geração de empregos e na inclusão de diferentes perfis no mercado de trabalho, mas também evidenciam desafios estruturais.

“O setor de alimentação fora do lar é a porta de entrada para milhões de brasileiros no mercado de trabalho, especialmente para os jovens. Ver a diversidade aumentar, além da inclusão de pessoas acima de 40 anos, é uma conquista importante que reforça o papel social dos bares e restaurantes. No entanto, precisamos enfrentar a alta taxa de informalidade, que ainda atinge 41% dos trabalhadores. O caminho para isso é a desoneração da folha de pagamentos, como é nossa proposta, expressa no Plano de Restauração do setor”.

“Também precisamos fortalecer o trabalho intermitente, sucesso nos países mais desenvolvidos, que tem tudo para ser adotado aqui e que traz vantagens tanto para a empresa quanto para certos perfis de trabalhadores, como os mais jovens, que querem trabalhar e estudar”, finaliza.

 

 

Fonte: Tribuna da Bahia

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