Homem é hospitalizado com sintomas de intoxicação após beber água mineral

Um homem de 50 anos precisou de cuidados médicos após ingerir água mineral na manhã de sexta-feira (10), em Garça, no interior de São Paulo. A água mineral consumida era de um lote da marca Mineratta, de acordo com a secretaria de saúde do município.

Segundo a polícia, as garrafas foram apreendidas no hospital, em duas distribuidoras e na empresa onde a vítima tomou a água, com amostras coletadas para perícia.

De acordo com a Secretaria de Saúde Municipal de Garça, a população deve evitar o consumo da água mineral da marca Mineratta, de lote 253.1, com fabricação em 10/09/2025 e validade até 10/09/2026.

O lote já foi apreendido e está sob acompanhamento da Vigilância Sanitária e das autoridades policiais.

A Secretaria afirmou que continua acompanhando o caso e tomando todas as medidas para garantir a segurança da população.

Pedro Scartesini — secretário de saúde do município de Garça — afirmou que o homem foi medicado e foi constatada que a água é contaminada com algum tipo de produto. O homem já está se sentindo melhor e não foi transferido para a UTI.

A DBG Distribuidora de Bebidas Garça, que é distribuidora da água da marca Mineratta, afirmou em nota enviada à CNN Brasil que está tomando todas as previdências cabíveis, tanto no acompanhamento do caso do consumidor envolvido quanto na verificação do lote mencionado, em conjunto com o fabricante.

Em nova atualização, a distribuidora reforçou que acompanhou de perto a recuperação do homem e que ele encontra-se bem e recuperado após o ocorrido. Segundo a nota, o lote 253-1 foi devidamente inspecionado e não apresentou qualquer alteração visual, química, organoléptica ou que se associe com o produto em questão.

Segundo a empresa, as duas garrafas especificamente relacionadas ao caso estão sob investigação das autoridades competentes.

 

 

 

 

Fonte: Tribuna da Bahia

 

 

 

Projeto baiano devolve autoestima a mulheres em tratamento contra o câncer

No Outubro Rosa, a Associação Todo Dia é Rosa transforma doações em gestos de esperança e amor que mudam vidas


Tribuna da Bahia, Salvador

15/10/2025 16:18
1 dia, e 8 minutos

Foto: Divulgação


Em meio à campanha Outubro Rosa, que ilumina o país com mensagens de conscientização sobre o câncer de mama, um projeto nascido em Salvador floresce o ano inteiro. A Associação Todo Dia é Rosa (TDR) realiza, de forma totalmente gratuita, ações que resgatam a autoestima de mulheres em tratamento oncológico, oferecendo confecção de perucas com cabelos doados, micropigmentação de sobrancelhas e aréolas mamárias e próteses de silicone de mamilo. A iniciativa, criada pela esteticista e micropigmentadora Márcia Barreto, transforma a dor em esperança e tem ajudado centenas de mulheres a se reencontrarem diante do espelho.

Fundada em 2023, a Todo Dia é Rosa nasceu da vontade de Márcia de unir a estética ao cuidado emocional. Depois de atuar como cabeleireira e esteticista, ela encontrou na micropigmentação paramédica uma forma de devolver algo essencial às mulheres que enfrentam o câncer: a sensação de se reconhecer novamente. “Sempre quis trabalhar com saúde, e encontrei na micropigmentação uma maneira de fazer o bem de forma concreta, ajudando mulheres a recuperarem a autoconfiança”, explica.

Os atendimentos incluem micropigmentação de sobrancelhas para pacientes submetidas à quimioterapia e micropigmentação paramédica de aréolas e mamilos em mulheres que passaram por reconstrução mamária. O procedimento é seguro, indolor e realizado com produtos aprovados pela Anvisa. A associação também confecciona próteses de silicone que devolvem naturalidade e dignidade às mulheres e homens que perderam parte do corpo durante o tratamento. As pessoas beneficiadas são carinhosamente chamadas de “flores lapidadas”, por simbolizarem renascimento e força.

Fios de solidariedade e flores que inspiram – Entre as ações mais simbólicas está o projeto “Mechas de Esperança – Seu cabelo pode ser a esperança de alguém”, que incentiva a doação de cabelo para confecção de perucas destinadas a pacientes oncológicas. “O corte mínimo é de 20 centímetros, mas o gesto vai muito além da estética: representa empatia, solidariedade e amor ao próximo. Cada mecha doada se transforma em um novo sorriso e em mais uma história de superação”, afirma Márcia Barreto.

A Todo Dia é Rosa atende mais de 150 mulheres por mês, em dois municípios e cinco comunidades baianas, oferecendo também acolhimento psicológico, apoio jurídico e cursos de capacitação para geração de renda. “Nosso trabalho é sobre empatia e amor. Não só o Outubro é rosa. Para nós, o ano todo é rosa, porque todo dia é dia de cuidar da autoestima das mulheres que enfrentam o câncer com coragem”, destaca a fundadora e atual vice-presidente da ONG.

A Todo Dia é Rosa tem planos para crescer ainda mais. Os objetivos incluem ter uma sede própria, implantar um laboratório para produção de próteses e pigmentos dentro das normas da Vigilância Sanitária e ampliar a equipe profissional para garantir mais conforto e qualidade aos atendimentos.“Queremos continuar sendo ponte entre dor e esperança, entre cicatriz e renascimento. Cada mulher que volta a sorrir é uma vitória que compartilhamos com todos que acreditam na força dessa causa”, conclui a fundadora.

 

 

Fonte: Tribuna da Bahia

 

 

 

Ozempic e Wegovy mudam como corpo processa o álcool, sugerem cientistas

Pesquisa da Virginia Tech sugere que remédios usados para emagrecimento e diabetes retardam a absorção do álcool e diminuem seus efeitos no cérebro


Tribuna da Bahia, Salvador

16/10/2025 06:00
10 horas e 26 minutos

Foto: Towfiqu barbhuiya/Unsplash


Por Correio Braziliense

Remédios que se tornaram fenômeno mundial no tratamento da obesidade, como Ozempic e Wegovy, podem ter um efeito curioso — e promissor — além da perda de peso: reduzir a vontade de beber. Um novo estudo conduzido pela Virginia Tech, nos Estados Unidos, aponta que medicamentos que contêm semaglutida, liraglutida e tirzepatida, da classe dos agonistas do receptor de GLP-1, retardam a absorção do álcool no sangue, diminuindo seus efeitos no cérebro e, consequentemente, a sensação de embriaguez.

Segundo os pesquisadores do Fralin Biomedical Research Institute, o mecanismo por trás dessa reação não está diretamente no sistema nervoso central, como ocorre com outros medicamentos usados no tratamento do alcoolismo, mas sim no modo como o corpo processa o álcool.

Os medicamentos agonistas de GLP-1 retardam o esvaziamento gástrico, ou seja, o tempo que o estômago leva para enviar o conteúdo ao intestino. Esse processo mais lento faz com que o álcool entre de forma mais gradual na corrente sanguínea, o que reduz a rapidez e a intensidade da embriaguez.

“É um efeito semelhante à diferença entre beber uma taça de vinho devagar e virar uma dose de uísque”, explicou Alex DiFeliceantonio, uma das autoras do estudo. “A velocidade com que o álcool chega ao cérebro influencia o prazer e o potencial de abuso.”

Participantes relataram sentir-se menos bêbados

No estudo piloto, que contou com 20 voluntários, metade usava medicamentos GLP-1 e a outra metade não. Mesmo consumindo doses semelhantes de álcool, os participantes que usavam Ozempic, Wegovy ou Mounjaro relataram sentir-se menos intoxicados.

As medições mostraram ainda que a concentração de álcool no ar exalado, indicador da taxa de álcool no sangue, aumentava mais lentamente no grupo medicado.

Os cientistas destacam que esse retardo físico na absorção pode ajudar a explicar a redução da vontade de beber relatada por muitos usuários dos medicamentos em fóruns e redes sociais, como o Reddit, onde as primeiras observações sobre esse possível efeito começaram a surgir.

Um novo caminho no combate ao alcoolismo

A descoberta é considerada relevante porque oferece um mecanismo diferente dos medicamentos tradicionais usados para tratar o alcoolismo, como a naltrexona e o acamprosato, que atuam diretamente no cérebro.

 

 

 

Fonte: Tribuna da Bahia

 

 

 

 

4 horas: o tempo que pode mudar o destino de quem sofre um AVC

O AVC pode ter subtipos em formas leve, moderada ou gravecrédito


Tribuna da Bahia, Salvador

16/10/2025 06:00
10 horas e 27 minutos

Foto: Romildo de Jesus


Por Nara Ferreira, do Estado de Minas

Em 4,5h é possível ler aproximadamente 100 páginas de um livro, ir até Tiradentes de carro, a 190 km da capital mineira, ou correr uma maratona de 42 km (dependendo do ritmo). As mesmas horas são capazes de mudar o destino de uma pessoa que apresenta sinais de um acidente vascular cerebral (AVC), ao diminuir os riscos de sequelas.

O AVC é, atualmente, uma das principais causas de morte por doença cardiovascular e uma das principais causas de incapacidade no mundo. Só em 2023, foram mais 110 mil casos de AVC fulminante (fatal), segundo a Central de Informações do Registro Civil. Do diagnóstico ao tratamento e à reabilitação pós-AVC foram alguns dos temas do XV Congresso Brasileiro de AVC, em Florianópolis (SC), realizado entre os dias 9 e 11 de outubro.

O evento antecede o Dia Mundial do AVC, marcado para 29 de outubro, que tem como objetivo conscientizar a população sobre a prevenção, o reconhecimento dos sintomas e a importância do tratamento rápido.

O que acontece em um AVC?

No geral, um acidente vascular cerebral ocorre quando um vaso sanguíneo do cérebro é obstruído ou se rompe, interrompendo a circulação de sangue e oxigênio em determinada região. O resultado é a morte das células cerebrais naquela área afetada. Há dois tipos de AVC:

  • Isquêmico: representa 85% dos casos. Acontece quando há uma obstrução que atrapalha o fluxo de sangue.
  • Hemorrágico: é o tipo menos comum e mais grave. Acontece quando há rompimento ou vazamento de uma artéria no cérebro, provocando sangramento, como no caso de um aneurisma.

Além disso, a doença pode ter subtipos em formas leve, moderada ou grave – sendo que, a cada minuto em que um paciente passa por um AVC, estima-se a perda de dois milhões de neurônios, células do sistema nervoso responsáveis por responder a estímulos sensoriais e motores.

“Cada área do cérebro é encarregada de uma função, como, por exemplo, o cerebelo é responsável pelo equilíbrio. Então, se um AVC é muito extenso, muitas células e conexões serão perdidas. Tudo vai depender da localização. Porque se ele é muito grande, eu tenho muito mais sequela do tipo movimento e fala”, explicou Simone Amorim, neurologista infantil e membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil.

Ela ainda destaca que a doença, embora mais presente no envelhecimento, pode ocorrer em qualquer fase da vida: desde o bebê neonatal até o idoso em idade mais avançada. “É mais comum surgir em idade avançada em circunstância dos fatores de risco, que são somatizados, como obesidade, diabetes, controle de estresse etc. Por isso é tão importante fazer atividade física, pois beneficia o corpo e a saúde cerebral.”

Quais são os sinais de alerta?

Segundo Simone, os sintomas de um AVC podem variar e são:

  • Confusão mental
  • Dormência ou formigamento no rosto, braço ou perna, especialmente em um lado do corpo
  • Dificuldade na fala
  • Visão alterada
  • Dificuldade para levantar um braço ou abraçar

 

 

 

Fonte: Tribuna da Bahia

 

 

 

Estudo aponta que 25% das gestações assistida no Brasil são de gêmeos

As diretrizes do Conselho Federal de Medicina (CFM) regulam a quantidade de embriões que podem ser transferidos em cada ciclo, de acordo com a idade da paciente


Tribuna da Bahia, Salvador

16/10/2025 08:07
8 horas e 19 minutos

Foto: Reprodução/Natividad Medical Center


De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), cerca de 20% a 25% das gestações em tratamentos de reprodução assistida no país resultam em gêmeos ou múltiplos, especialmente quando ocorre a transferência de dois ou mais embriões.

“Muitas pessoas acreditam que a FIV é sinônimo de gravidez de gêmeos, mas essa ideia não é correta. O principal objetivo é alcançar uma gestação saudável e segura, reduzindo riscos para a mãe e para o bebê. Embora a transferência de mais de um embrião aumente a chance de gestação, também eleva a possibilidade de complicações”, explica a especialista Dra. Isa Rocha, médica do IVI Salvador.

As diretrizes do Conselho Federal de Medicina (CFM) regulam a quantidade de embriões que podem ser transferidos em cada ciclo, de acordo com a idade da paciente: até dois embriões para mulheres com até 35 anos, até três entre 36 e 39 anos e até quatro a partir dos 40. A medida busca equilibrar o desejo da paciente com a segurança do tratamento, já que a gestação múltipla pode trazer riscos como parto prematuro, hipertensão gestacional e diabetes, principalmente em mulheres acima de 40 anos.

Segundo a médica, o avanço tecnológico tem ajudado a reduzir a incidência de gestações múltiplas sem comprometer os índices de sucesso. “O cultivo embrionário até o estágio de blastocisto, associado à transferência de apenas um embrião, mantém taxas excelentes de gravidez e minimiza riscos. Essa prática, conhecida como Single Embryo Transfer, já é comum em países da Europa e vem se caracterizando como tendência mundial ganhando espaço no Brasil”, destaca a especialista.

Apesar de o nascimento de gêmeos despertar o interesse de muitos pacientes, o aconselhamento médico tem papel essencial para ajustar expectativas. “Pacientes mais jovens, com embriões de alta qualidade, têm grandes chances de engravidar com apenas um embrião transferido. Em situações mais complexas, pode-se avaliar a transferência de mais de um, mas sempre dentro dos limites éticos e científicos”, reforça a Dra. Isa Rocha.

Segundo dados do Sistema Nacional de Produção de Embriões (SisEmbrio/Anvisa), em 2022 foram realizados mais de 50 mil ciclos de fertilização in vitro no Brasil, com aproximadamente um quarto das gestações confirmadas sendo múltiplas. O cenário reforça a tendência de que, à medida que técnicas mais modernas se consolidam, o país se alinhe às práticas internacionais, priorizando segurança, personalização e melhores desfechos clínicos.

 

 

 

Fonte: Tribuna da Bahia

 

 

 

 

Câncer de mama: avanços no tratamento fazem pacientes recorrerem à Oncoplastia

“Hoje, ela é considerada o último recurso. Sempre que possível, dá-se preferência à cirurgia conservadora, preservando parte da mama e oferecendo resultados funcionais e estéticos mais satisfatórios”


Tribuna da Bahia, Salvador

16/10/2025 08:30
7 horas e 57 minutos

Foto: Getty Images


Nos últimos anos, a legislação brasileira tem reconhecido a importância da reconstrução mamária e ampliado o direito ao procedimento tanto para pacientes com acesso à saúde suplementar quanto pelo SUS. Este avanço legal sublinha que a reconstrução mamária vai muito além da questão estética, sendo um fator crucial que contribui diretamente para o sucesso global do tratamento contra o câncer de mama, ao preservar a saúde emocional e a imagem corporal da paciente.

Os avanços na abordagem do câncer de mama têm permitido o acesso a tratamentos sistêmicos, sem a necessidade de que a paciente se submeta à mastectomia, ou seja, retirada total da mama. “Hoje, ela é considerada o último recurso. Sempre que possível, dá-se preferência à cirurgia conservadora, preservando parte da mama e oferecendo resultados funcionais e estéticos mais satisfatórios”, explica o mastologisfa onco plástico Dr. Sérgio Calmon.

É nesse cenário que surge a oncoplastia, a união entre as técnicas de cirurgia plástica e a cirurgia oncológica da mama. Segundo Dr. Sérgio, embora a oncoplastia e a reconstrução mamária trabalhem juntas no tratamento da mama, a diferença é que a primeira é um procedimento que combina a remoção do tumor com a reconstrução da mama ao mesmo tempo, utilizando técnicas de cirurgia oncológica e plástica simultaneamente, preservando o máximo de tecido sadio possível. Já a reconstrução mamária é um um procedimento utilizado para restaurar a forma da mama após a mastectomia, podendo ser feita imediatamente ou tardiamente.

Diversos fatores clínicos e pessoais podem influenciar na escolha entre fazer uma oncoplastia ou reconstrução mamária. A saúde geral da paciente, o estágio do tumor, a disponibilidade de tecido e o desejo e expectativa da paciente são alguns desses fatores.

Dr. Sérgio ressalta que, mesmo quando a mastectomia é indicada, as pacientes têm direito — assegurado por lei — à reconstrução mamária imediata, o que proporciona uma recuperação física e emocional mais positiva. “A reconstrução mamária ou a oncoplastia não são um luxo estético, mas uma etapa fundamental do tratamento oncológico. Quando devolvemos a forma da mama, estamos devolvendo à paciente sua imagem corporal, sua confiança e, consequentemente, sua autoestima.”

 

 

 

Fonte: Tribuna da Bahia

 

 

 

 

‘Que calorão!’: Veja 5 dicas de como a naturopatia pode ser aliada na menopausa

Muitas mulheres, infelizmente, desconhecem a fisiologia do ciclo menstrual e entendem que a menopausa é um momento sempre desagradável que corresponde à supressão da menstruação


Tribuna da Bahia, Salvador

16/10/2025 10:37
5 horas e 50 minutos

Foto: Divulgação


De repente, o corpo esquenta, o calor sobe e a sensação é de total desconforto. Conhecido como fogacho, essa onda de calor marca a chegada da menopausa. Junto a ele, podem aparecer noites mal dormidas, mudanças de humor, ganho de peso e o incômodo da secura vaginal. Essa etapa, que faz parte do climatério, anuncia o fim do ciclo menstrual e o início de uma nova fase da vida feminina — um período de transformações que ainda é cercado por dúvidas, mitos e muitas inseguranças. “A maior parte das pessoas desconhecem praticamente tudo o que diz respeito à fisiologia do climatério.

Muitas mulheres, infelizmente, desconhecem a fisiologia do ciclo menstrual e entendem que a menopausa é um momento sempre desagradável que corresponde à supressão da menstruação. Isso é muito pouco diante da complexidade e beleza do universo feminino”, destaca o médico e naturopata Aureo Augusto.

No dia 18 de outubro, é comemorado o Dia Mundial da Menopausa. Para tornar essa transição mais leve, os naturopatas Áureo Augusto e Maria Helena Santana apresentam cinco métodos capazes de aliviar os sintomas da menopausa. Baseadas em práticas integrativas, essas orientações propõem uma reconexão com o próprio corpo e espírito, ajudando a mulher a atravessar essa fase com mais equilíbrio e bem-estar.

1 – Prevenção: Primeiro passo para um climatério mais tranquilo

Manter um estilo de vida que privilegie uma alimentação rica em frutas e legumes, que reconheça o valor da atividade física regular, que avalie positivamente momentos de reflexão e de respiração consciente, contribui bastante para um climatério mais confortável. Por exemplo, mulheres que tenham uma alimentação vegetariana tendem a ter menos sintomas desagradáveis neste período. Os cuidados com a menopausa começam muito antes da possível manifestação dos desconfortos.

2- Hidroterapia: Água como aliada

O uso externo da água, principalmente fria, contribui para a estimulação da circulação cutânea. Isso traz benefícios para a pele, na presença de um maior aporte sanguíneo na região favorecendo o sua vitalidade. Mas também o organismo como um todo será beneficiado, porque a pele é como um terceiro rim que contribui para retirada de substâncias inadequadas do corpo. Temos procedimentos como abluções com água gelada e alternância de vapor e água gelada na pele, capazes de aumentar a presença de sangue na pele. Aquelas pessoas que sofrem com os fogachos (ou calores) serão as mais beneficiadas.

3- Fitoterapia: o poder das plantas no equilíbrio hormonal feminino:

São numerosas as plantas que podem auxiliar a mulher deixar de sentir desconfortos. Exemplo de algumas plantas: folha da amora, artemísia, uxi amarelo, trevo vermelho, agnocasto, maca peruana, salvia etc. Evidentemente o uso das plantas isoladamente ou combinadas com outras deve ser adaptado a cada caso específico.

3- A necessidade do exercício físico:

A mulher que pratica atividade física regularmente, sem excessos, estará estimulando a calcificação óssea além de contribuir para uma melhor circulação sanguínea.

5- A família como rede de apoio:

A naturopatia reconhece que somos seres sociais e culturais. Muita coisa das reações da mulher ao climatério tem a ver com a cultura em que ela vive. A naturopatia leva isto em consideração e convida o esposo, os filhos e as filhas a entenderem aquele trânsito que a mulher está passando, para apoiá-la da forma adequada, marcando presença amorosa ao seu lado com disponibilidade de escuta.

 

 

 

 

Fonte: Tribuna da Bahia

 

 

 

Pesquisas brasileiras avançam no diagnóstico de Alzheimer

Doença pode ser diagnosticada por exames de sangue


Tribuna da Bahia, Salvador

16/10/2025 10:37
5 horas e 50 minutos

Foto: Dean Mitchell/Getty Images


Estudos recentes feito por cientistas brasileiros confirmaram o potencial de um exame de sangue para o diagnóstico do Alzheimer. As análises apontam o bom desempenho da proteína p-tau217 como o principal biomarcador para distinguir, por meio desse exame, indivíduos saudáveis de pessoas com a doença. O objetivo das pesquisas, apoiadas pelo Instituto Serrapilheira, é levar os estudos para o Sistema Único de Saúde (SUS) para uso em larga escala.

Segundo Eduardo Zimmer, pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), apoiado pelo instituto, atualmente no Brasil existem dois exames capazes de identificar o Alzheimer: o exame de líquor, um procedimento invasivo no qual é feita uma punção lombar utilizando uma agulha bem fina; e o exame de imagem (tomografia). Antes disso, a única forma de detectar a possibilidade da doença era o exame clínico, normalmente feito por um neurologista que fazia diagnóstico baseado nos sintomas do paciente.

“Tanto o exame de líquor quanto a tomografia podem ser solicitados pelo médico para o diagnóstico da doença de Alzheimer assistido por biomarcadores. O problema é que quando pensamos num país como o Brasil, continental, com 160 milhões de pessoas que dependem do SUS, como vamos fazer esses exames em larga escala? Uma punção lombar necessita de infraestrutura, experiência e normalmente é o neurologista que faz. Já o exame de imagem é muito caro para usar no SUS em todo o país”, afirmou.

A pesquisa, assinada por 23 pesquisadores, incluindo oito brasileiros, analisou mais de 110 estudos sobre o tema com cerca de 30 mil pessoas, confirmando que o p-tau217 no sangue é o biomarcador mais promissor para identificar a doença de Alzheimer. Além de Zimmer, o estudo conta com Wagner Brum, aluno de doutorado e membro do grupo de pesquisa na UFRGS, como coautores.

Os resultados foram obtidos em análises de 59 pacientes e os testes foram comparados com o “padrão ouro”, o exame de líquor, apresentando alto nível de confiabilidade, acima de 90%, padrão recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo Zimmer, ao mesmo tempo um grupo de pesquisadores do Instituto D’Or, no Rio de Janeiro, e da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), os professores Sérgio Ferreira, Fernanda De Felice e Fernanda Tovar-Moll, devolveram um estudo praticamente igual e com os mesmos resultados.

“São duas regiões diferentes do país, com genética e características socioculturais completamente diferente e o exame funcionou muito bem”, destacou.

Atualmente, o diagnóstico precoce da doença de Alzheimer é considerado um dos principais desafios de saúde pública no mundo. De acordo com a OMS, aproximadamente 57 milhões de pessoas no mundo vivem com algum tipo de demência — dessas, pelo menos 60% têm o diagnóstico de Alzheimer. No Brasil, o Relatório Nacional sobre Demência, de 2024, estima cerca de 1,8 milhão de pessoas com a doença. A previsão é que o número pode triplicar até 2050.

Baixa escolaridade

No estudo, os cientistas identificaram que a baixa escolaridade parece acentuar mais a doença, reforçando a hipótese de que fatores socioeconômicos e educacionais impactam no envelhecimento do cérebro.

“A baixa escolaridade é um fator de risco muito importante para o declínio cognitivo, ficando acima de idade e sexo. Fizemos esse estudo no Brasil e o primeiro lugar disparado é a baixa escolaridade. No contexto biológico, a gente entende que o cérebro que é exposto a educação formal cria mais conexões. É como se a gente exercitasse o cérebro que fica mais resistente ao declínio cognitivo”, ressaltou o pesquisador.

SUS

O diagnóstico por exame de sangue já é uma realidade na rede privada. Testes realizados no exterior, como o americano PrecivityAD2, são oferecidos no Brasil a um custo que pode chegar a R$ 3,6 mil. Embora apresentem alta precisão, seu preço elevado reforça a importância de desenvolver uma alternativa nacional e gratuita.

O pesquisador explicou que, para que o exame chegue ao SUS, primeiro é preciso entender se ele vai ter a performance necessária. Em segundo lugar estabelecer a estratégia e a logística para a inclusão no SUS.

“Precisamos de várias avaliações para entender onde as análises serão feitas, quando esses exames vão ser utilizados, que população será beneficiada, se vai acelerar ou não o diagnóstico no SUS”, disse.

Entretanto, antes de chegar a essa etapa ainda há um caminho a ser percorrido, o que dificulta colocar uma estimativa dessa disponibilidade. Os resultados definitivos estarão disponíveis em cerca de dois anos. Apesar de a doença ser mais frequente em pessoas com 65 anos, serão iniciados estudos em pessoas com mais de 55 anos.

“Vamos começar os estudos com indivíduos com mais de 55 anos, porque sabemos que existe uma fase que a gente chama de pré-clínica da doença de Alzheimer, que é quando a doença começa a se instalar, mas o indivíduo ainda não tem sintomas. A ideia é conseguirmos mapear também a prevalência desses indivíduos”, acrescentou Zimmer.
De acordo com o Instituto Serrapilheira, a pesquisa foi publicada na revista Molecular Psychiatry, e os resultados foram reforçados em revisão internacional publicada em setembro, no periódico Lancet Neurology.

 

 

Fonte: Tribuna da Bahia