Hábitos de vida podem proteger o cérebro mesmo quando existem sinais de demência

Estudo sugere que um estilo de vida saudável pode proteger adultos mais velhos contra o declínio cognitivo e aumentar sua “reserva cognitiva”

Um estilo de vida saudável está associado a uma melhor função cognitiva em idosos – mesmo naqueles cujos cérebros mostram sinais de demência, segundo pesquisa publicada na JAMA Neurology em fevereiro. O estudo sugere que um estilo de vida saudável pode proteger adultos mais velhos contra o declínio cognitivo e aumentar sua “reserva cognitiva”.

Os pesquisadores utilizaram dados do Rush Memory and Aging Project, um estudo de longo prazo que analisou os estilos de vida e a saúde dos pacientes e avaliou dados de autópsias de 1997 a 2022.

Os cientistas examinaram informações demográficas, de estilo de vida e pós-morte de 586 pacientes, incluindo detalhes sobre dietas, funcionamento cognitivo antes da morte e fatores de estilo de vida, como consumo de álcool e prática de atividade física.

Os pacientes, 70,8% dos quais eram do sexo feminino, viveram até uma média de idade de 90,9 anos. Suas autópsias cerebrais foram examinadas para sinais físicos associados à demência, incluindo o acúmulo de placas amiloides, que interrompem a função celular no cérebro e estão associadas à doença de Alzheimer.

Entre todos os pacientes, maiores pontuações de estilo de vida saudável em cinco domínios – dieta, atividade cognitiva no final da vida, atividade física, cessação do tabagismo e baixo consumo de álcool – foram associadas a uma melhor função cognitiva antes de suas mortes.

A associação se manteve mesmo quando as autópsias mostraram sinais de mudanças cerebrais consistentes com demência.

 

 

 

 

Fonte: Tribuna da Bahia

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