AVC isquêmico é o mais comum entre os brasileiros e pode ser evitado com cuidados simples
“Nós estávamos na praia com minhas tias, conversando, tomando banho de mar, quando a minha avó se abaixou, eu olhei para ela, e acreditei que ela estivesse cochilando, e quando ela levantou começou a falar coisas ininteligíveis”. Esse é o relato da estudante de Terapia Ocupacional pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Victoria Silva, de 23 anos.
Sua avó, Altanice Goes, de 86 anos, que não pôde conceder entrevista por questões de saúde, sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico, quando estava curtindo um dia de sol com a família no dia do aniversário da tia de sua neta, Victoria. “Chamei as minhas tias, e começamos todo o processo para levá-la para a assistência médica, mas estávamos em Imbassaí [litoral norte da Bahia]. Então foi a maior complicação”, diz a estudante.
Segundo o Ministério da Saúde, o AVC isquêmico é o mais comum no Brasil, representando 85% de todos os casos. De acordo com a diretora médica da companhia farmacêutica Boehringer Ingelheim, Thais Melo, que produz medicamentos próprios para tratamentos de pessoas que sofreram AVC e com problemas cardíacos; quando ocorre um caso parecido com o de Altanice, é necessário que a família acione um atendimento de emergência. “O serviço de emergência vai levar a pessoa para o hospital para que o paciente consiga ser tratado da melhor forma e mais rápida possível”, ressalta.
No entanto, no momento em que sofreu o AVC, Altanice estava em um local litorâneo, em que não existiam unidades de saúde próprias para atender casos de AVC. Segundo sua neta, Victoria, a família chegou a levá-la em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas a unidade não é especializada em casos como o de AVC. Em seguida, chegaram a levá-la a outro local próximo, na Praia do Forte, mas também não era especializado no atendimento.
Após o “tempo perdido”, como relata Victoria, Altanice foi trazida às pressas para Salvador, quando ingressou na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde ficou durante três dias. Quando foi trazida para a capital baiana, Altanice recebeu o diagnóstico de AVC isquêmico, além de fazer os procedimentos cirúrgicos e o cateterismo, para diagnosticar doenças cardíacas e retirar o coágulo de sangue da região afetada.
O mesmo aconteceu com a avó de Júlia Santos*, Janira Rocha, de 78 anos, que também não conseguiu conceder entrevista. Ela sentia fortes dores de cabeça, um dos sintomas que pode ser um alerta para o AVC, e decidiu dormir para alívio.
Fonte: A Tarde






