Estudo realizado por Universidade de Cambridge revela que poluição do ar eleva risco para doença degenerativa

Um estudo, realizado pela Universidade de Cambridge, na Austrália, e divulgado nesta segunda-feira (28) pelo Portal G1, revelou que a poluição do ar eleva o risco para demência em adultos e doenças degenerativas como o alzheimer.

De acordo com o estudo, a poluição do ar, principalmente a que se origina pelo escapamento de automóveis, queima de combustíveis e processos industriais pode estar relacionada ao problema de saúde.

Victor Ferreira / EC VItória
Tem a confiança do professor!Alvo de críticas, Lucas Braga vive maior sequência no Vitória; confira números

Divulgação
PREJUÍZOManga e café da Bahia não escapam da taxação de Trump; veja o que não será taxado

A Organização Mundial da Saúde (ONU) diz que 57 milhões de pessoas já são afetadas pela demência. O órgão internacional estima que este número quase triplique até 2050.

Se inscreva no canal do BNews no Youtube.

Esta análise coletou dados de 51 estudos já publicados, que utilizaram o universo de mais de 29 milhões de pessoas em quatro continentes diferentes. Foi descoberto que quanto maior é a exposição a alguns poluentes, maior é o risco de desenvolver demência. Principalmente as que são originadas por processos inflamatórios no cérebro.

Três poluentes se destacaram nesta ligação com as doenças:

  1. Material particulado fino (PM2,5)– partículas microscópicas que podem ser inaladas pelos pulmões. Elas estão presentes em escapamentos de automóveis, fogões a lenha, usinas e reações químicas no ar. A cada 10 microgramas por metro cúbico de PM2,5, o risco de demência aumenta 17%;
  2. Dióxido de nitrogênio (NO2)- o gás emitido principalmente por motores movidos a diesel, emissões industriais e aquecedores a gás. O aumento de 10 microgramas por metro cúbico a mais no ar, o risco de demência aumenta 3%;
  3. Fuligem (black carbon)- o subproduto da queima não total de combustíveis, presentes no trânsito e queima de madeira. A cada um micrograma por metro cúbico no ar a mais, eleva o risco de demência em 13%

Todas essas substâncias podem atingir o cérebro de forma direta ou não. Mesmo assim, elas causam inflamações e estresse oxidativo. Esses dois processos biológicos já são levados em conta por causa da ligação referentes a doenças neurodegenerativas como a demência.

 

 

 

Fonte: Bahia News