Estudo mostra que consumo precoce de alimento famoso previne alergias em crianças

Um estudo recente revelou que as alergias a amendoim em crianças diminuíram drasticamente após a mudança de diretrizes em 2017, que incentivam a introdução precoce do alimento na dieta infantil.

A pesquisa, publicada no Pediatrics, na segunda-feira (20) mostrou uma queda nas alergias a amendoim entre 2017 e 2020. As taxas de reação alimentar em crianças menores de 3 anos caíram para 0,93% entre 2017 e 2020, e 1,46% entre 2012 e 2015. Trata-se de uma redução de 36% em todas as alergias alimentares, impulsionada em grande parte por uma queda de 43% nas intolerâncias ao amendoim.

Devid Santana/BNews
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Especialistas destacam a importância da introdução controlada de alérgenos para treinar o sistema imunológico infantil. “Estamos falando da prevenção de um diagnóstico potencialmente fatal e transformador”, afirma Edith Bracho-Sanchez, pediatra do Centro Médico Irving da Universidade Columbia, em Nova York, que não participou do estudo. São dados de mundo real sobre como uma recomendação de saúde pública pode mudar a saúde das crianças.

“O que temos aconselhado (a introdução precoce de alimentos potencialmente alergênicos) está funcionando para reduzir as alergias”, diz Bracho-Sanchez. E sabemos que pode funcionar ainda melhor.

Como é no Brasil

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), a recomendação sobre a introdução de alimentos potencialmente alergênicos, como amendoim, leite e frutos do mar, segue a mesma linha da orientação americana, sem adiar a introdução de alimentos mais alergênicos mas sempre respeitando a aptidão neurológica da criança.

“Alimentos, mesmo os alergênicos, devem ser introduzidos na alimentação complementar da criança a partir do sexto mês, com o intuito de que apresentando de forma oportuna, primordialmente entre 6 e 9 meses de idade, ao trato gastrointestinal, ao invés de por outra via, como a pele, desenvolvam tolerância imunológica”, explica a médica Jackeline Motta Franco, membro do Departamento Científico de Alergia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

No posicionamento brasileiro, publicado este ano pela ASBAI e pela SBP, não há um detalhamento sobre como fazer essa introdução de alimentos potencialmente alergênicos, mas, na prática, a orientação é introduzir um alimento de cada vez com essas características.

 

Fonte: Bahia News