Entenda razões de remédios para emagrecimento não estarem disponíveis para pacientes na rede pública

Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), em agosto de 2025, escolheu não disponibilizar no serviço público, os remédios Ozempic e Wegovy, ambos feitos à base de semaglutida, alegando altos custos como justificativa.

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Antonio Augusto/STF
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Reprodução / Instagram -  Dilson Silva / AgNews
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De acordo com o Portal Uol, o Brasil tem seis medicamentos apropriados para o combate e tratamento da obesidade: sibutramina, orlistate, associação de bupropiona e naltrexona, liraglutida, a semaglutida e a tirzepatida. Mas, nenhuma das medicações citadas são oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O grande motivo dos medicamentos não serem oferecidos é porque a Conitec alegou o alto custo dos medicamentos. O Ministério da Saúde informa que o custo para o SUS seria de bilhões:

No caso da liraglutida e da semaglutida o impacto financeiro estimado é da ordem de R$ 8 bilhões anuais. Esse valor representa quase o dobro do orçamento do Farmácia Popular em 2025”.

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) apresentou um estudo realizado pela Unifesp e relatou que os custos diretos ao SUS com doenças relacionadas à obesidade podem atingir R$ 10 bilhões.

A SBEM divulgou uma nota conjunta com a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) e a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) para criticar a decisão e alegar que vai contra a universalidade do SUS.

“Nós, profissionais de saúde, vemos os pacientes que pioram a cada dia e assistem à elitização do acesso ao tratamento medicamentosos da obesidade. A indisponibilidade no sistema público fere os beneméritos princípios de equidade, universalidade e integralidade do SUS”.

O grupo de endocrinologia e metabologia acredita que o gasto seria um investimento a médio e longo prazo, além de entender a pauta deve ser tratada como um caso de saúde pública.

 

 

Fonte: Bahia News