Dias quentes exigem cuidados, pois altas temperaturas podem afetar a saúde

A hidratação é um ponto de atenção e em altas temperaturas, é indicado que população aumente a ingestão de água ou de sucos de frutas naturais, sem adição de açúcar, mesmo sem ter sede

A primavera já revela a tendência de forte sol e altas temperaturas, típica do verão na capital baiana. Neste domingo (27), a população aproveitou a condição climática para lotar praias de Salvador, o que exige hábitos preventivos, pois especialistas alertam que o calor pode afetar a saúde, especialmente, de idosos, crianças, pessoas com problemas renais, cardíacos, respiratórios ou de circulação, diabéticos, gestantes e população em situação de rua.

Ontem, a temperatura variou na cidade entre 22ºC e 32ºC, máxima que deve se manter, pelo menos, até a próxima quinta-feira (31), de acordo com boletim do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Conforme dados da Defesa Civil de Salvador (Codesal), a condição foi favorecida pela chegada de uma massa de ar quente e seca, que se manteve ao longo de toda a semana.

A dona de casa, Marlene Silva, esteve na praia no fim da manhã deste domingo e relatou que a sensação térmica já era de verão. “Não aguentei ficar muito tempo no sol e vi até um amigo da família, que pratica muita atividade física, passar mal jogando bola na areia. É muito perigoso isso, as pessoas precisam ter cuidado com o sol, principalmente, quem tem criança”, disse.

Nesta mesma época do ano passado, ondas de calor eram registradas em várias regiões de país, o que motivou o Ministério da Saúde a lançar uma cartilha com dicas e cuidados para a população. Dentre as orientações, que se aplicam a dias ensolarados típicos as estações mais quentes do ano, estão: evite a exposição direta ao sol, em especial, das 10h às 16h; use protetor solar, chapéus e óculos escuros; proteja as crianças com chapéu de abas; use roupas leves e que não retêm muito calor; diminua os esforços físicos e repouse frequentemente em locais com sombra, frescos e arejados.

Além disso, a hidratação é um ponto de atenção e em altas temperaturas, é indicado que população aumente a ingestão de água ou de sucos de frutas naturais, sem adição de açúcar, mesmo sem ter sede. Outras orientações, são: evite bebidas alcoólicas e com elevado teor de açúcar; faça refeições leves, pouco condimentadas e mais frequentes; recém-nascidos, crianças, idosos e pessoas doentes podem não sentir sede, por isso, ofereça-lhes água.

Segundo a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), o estresse térmico do organismo, provocado pelo forte calor comum com a chegada do verão, pode ocasionar problemas graves à saúde. A entidade alerta que manter o corpo em 36ºC é o ideal para evitar o estresse térmico.

Em casos de pessoas com doenças crônicas, especialistas alertam para os riscos. “Os sintomas do estresse por calor podem ser: dor de cabeça, tontura e confusão, perda de apetite e sentir-se “fraco”, transpiração excessiva e pele pálida e pegajosa, cãibras nos braços e pernas, aumento da frequência respiratória ou cardíaca, pressão baixa, temperatura corporal de 38°C ou acima, sede intensa”, explica a médica Mayara Floss, co-autora do relatório The Lancet Countdown 2018 Report: Briefing for Brazilian Policy Makers.

Dentre os quadros clínicos comuns a pacientes expostos a forte calor, está a desidratação, que pode levar a desmaios pela perda de sais minerais e líquidos e até lesão renal aguda, além de coceira e irritação na pele, falência de órgãos, caso evolua para insolação e agravamento de doenças crônicas e menor tolerância ao calor.

Ainda conforme a SBMFC, quando alguém apresenta sinais de estresse por calor, as recomendações são: levar a pessoa para um local arejado e fresco, deitá-las e fazer com que levantem os pés levemente; fazer a pessoa beber muita água; resfriar a pele borrifando com água fria e ventilando; bolsas frias ao redor das axilas ou pescoço também são boas; lembre-se de ficar com a pessoa até que ela melhore. Se não melhorar, a pessoa deve ser levada para uma unidade de saúde.

 

 

 

Fonte: Tribuna da Bahia

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *