Dia Mundial do Chocolate: conheça três marcas da Bahia que têm reconhecimento internacional

Conheça três marcas da Bahia que têm reconhecimento internacional — Foto: Arquivo Pessoal

Conheça três marcas da Bahia que têm reconhecimento internacional — Foto: Arquivo Pessoal

Nesta sexta-feira (7), se comemora do Dia do Mundial do Chocolate. A sobremesa, derivada do cacau, tem grande prestígio no sul da Bahia, região que abriga produtores com reconhecimento internacional.

Doces, amargos, cremosos, crocantes. Existem variados tipos de chocolates que aumentam as opções de escolhas dos clientes.

O chocolate produzido a partir do cacau do sul do estado tem marcado presença em feiras e concursos nacionais e internacionais nos últimos anos.

Com sabores únicos, os produtos chamam atenção e ganham destaque entre os competidores e expositores. O cenário anima o setor de produção.

Segundo dados divulgados na quarta-feira (5), pela Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab), o mercado de chocolates registrou crescimento acima do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

A indústria de chocolate registrou um crescimento de 9,8% na produção do primeiro trimestre deste ano, quando comparado ao mesmo período de 2022. No mesmo recorte anual, o PIB cresceu apenas 4%.

Entre janeiro e março de 2023, foram produzidas 219 mil toneladas de chocolate no Brasil, sendo 17,5 mil toneladas exportadas.

Atualmente, a região sul da Bahia é o principal fornecedor de cacau do país. A produção é baseada no sistema “cabruca”, uma forma de cultivo agroflorestal que além de manter a biodiversidade nativa ajuda a preservar a cultura regional.

Das lavouras, o cacau segue para as fábricas, que entregam para diversas cidades no país e no exterior.

O resultado? Chocolates com concentrações de cacau variadas, desde 25% a 100%, e, diferentes tamanhos e sabores como os com recheios de jaca, umbu, goiaba, cupuaçu e abacaxi, ou tradicionais.

Para marcar a data, o g1 conversou com três marcas famosas do segmento. Veja abaixo um pouco da história de cada uma delas:

Terra da felicidade

 

Chor tem conquistado o coração de amantes do chocolate espalhados pelo mundo. — Foto: Arquivo Pessoal

Chor tem conquistado o coração de amantes do chocolate espalhados pelo mundo. — Foto: Arquivo Pessoal

Com o slogan “Uma viagem do cacau ao prazer”, a produtora baiana de chocolate Chor tem conquistado o coração de amantes do chocolate espalhados pelo mundo.

Criada em 2013, na cidade de Ilhéus, no sul do estado, a marca é conhecida pela diversidade de sabores e o cuidado com o meio ambiente.

“Nosso propósito é levar os atributos e elementos que envolvem a cultura do cacau até o prazer de quem consome”, explicou um dos donos da Chor, Marcos Lessa.

 

O produto mais vendido pela marca baiana é o chocolate de origem “Bahia Terra da Felicidade”, vencedor do Prêmio Gourmet Bronze AVPA 2021, concedido pela Agência de Valorização dos Produtos Agrícolas (AVPA), uma organização não governamental sediada em Paris.

“Começamos a trabalhar produzindo chocolate com alto teor de cacau e com apenas os ingredientes necessários para fazer um bom chocolate: cacau, manteiga de cacau, açúcar e leite”, contou Marcos Lessa.

Chor tem conquistado o coração de amantes do chocolate espalhados pelo mundo. — Foto: Arquivo Pessoal

Chor tem conquistado o coração de amantes do chocolate espalhados pelo mundo. — Foto: Arquivo Pessoal

Produzido com 55% de concentração de cacau, o chocolate ao leite mais intenso concorreu com 81 marcas de 22 países produtores de cacau.

Na oportunidade, cinco produtores conquistaram a medalha de ouro: dois do México, um do Equador, um do Peru e um de El Salvador. A prata foi para 14 produtores e o bronze para 22.

Com a chegada da pandemia da Covid-19, a empresa precisou fechar a loja conceito instalada em Ilhéus e restringir o mix de opções para os seguintes sabores:

  • o 44% cacau, que é o “São Jorge dos Ilhéus”;
  • o 55% cacau, que o o “Bahia Terra da felicidade”;
  • o 70% cacau, que é o Terra de Santa Cruz;
  • 77% cacau, Ouro Negro;
  • O mais intenso, que é o 88%, Baía de Todos-os-Santos.

“Começamos a trabalhar muito mais forte esses chocolates e temos alguns gourmets, feitos em épocas, que são os brancos puros e os brancos com níbis, que são espetaculares e têm grande mercado”, acrescentou o dono da marca.

 

Para Marcos Lessa, o grande diferencial da Chor está exatamente no cuidado que tem com todas as etapas da produção.

“Existe uma preocupação com a sustentabilidade, sem que isso comprometa o sabor inesquecivel e a fidelização. A paixão, que nossos clientes têm pelo nosso chocolate, a gente não abre mão”, ressaltou.

Após a pandemia da Covid-19, a Chor voltou a iniciar o processo de internacionalização da marca. O objetivo é levar o sabor do chocolate baiano para as prateleiras do mundo inteiro.

“Nós começamos o nosso processo de internacionalização em 2019, mas a pandemia atrapalhou um pouco. Estamos trabalhando para que agora voltemos a ter a Chor embarcada”.

A receita da empresa é dinâmica: o respeito ao meio ambiente, ao homem inserido nele, ao cacau, a técnica com que ela produzida, além do cuidado com a embalagem.

“O sabor tem que ser inesquecível e deixar o nosso chocolover completamente apaixonado”, afirmou Marcos Lessa.

 

Fonte: G1

 

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