Segundo os pesquisadores, a rotina das pessoas que sofrem com dor crônica é profundamente afetada, limitando a realização de atividades diárias e prejudicando as relações sociais e de trabalho
Diferente da dor aguda, que desaparece quando o corpo se recupera após o tratamento adequado, a dor crônica persiste mesmo após a resolução de uma lesão tecidual aguda ou pode estar associada a uma lesão que não se cura. É o que explicam os ortopedistas David Sadigursky e Thiago Alvim, sócios da Clínica Omane e pesquisadores na área de terapia celular.
“A dor crônica pode ter diversas causas, geralmente associadas a doenças degenerativas, lesões mal curadas ou condições que não foram tratadas de forma adequada. Em alguns casos, a dor pode persistir mesmo sem um estímulo físico evidente, como uma lesão tecidual, sendo interpretada diretamente pelo cérebro. Entre os exemplos mais comuns de dor crônica estão artrose, tendinites, bursite, hérnia de disco, lesões por esforço repetitivo, sequelas de acidentes, fibromialgia, danos nos nervos, câncer e dores prolongadas após cirurgias”, esclarecem os médicos.
Segundo os pesquisadores, a rotina das pessoas que sofrem com dor crônica é profundamente afetada, limitando a realização de atividades diárias e prejudicando as relações sociais e de trabalho, muitas vezes evoluindo para isolamento e depressão. “O maior desafio da ortopedia regenerativa contemporânea está em conseguir estimular a capacidade natural do corpo de se regenerar e reparar tecidos danificados. Dessa forma, buscamos resolver a causa subjacente da dor, em vez de nos limitarmos a apenas controlar os sintomas”, destaca David Sadigursky, ortopedista com foco em intervenção da dor com estudos em terapia celular.
Diagnóstico
Para realizar um diagnóstico correto da dor crônica, é necessário mapear os sintomas, fazer uma análise clínica detalhada e solicitar exames para confirmar a suspeita diagnóstica, afirma o ortopedista com foco em intervenção da dor com estudos em terapia celular, Thiago Alvim. “Diante do avanço da medicina diagnóstica e das alternativas de tratamento minimamente invasivas, é possível reduzir, em muitos casos, a necessidade de cirurgias. A primeira opção sempre é o tratamento conservador e, para isso, dispomos de tecnologia de ponta para intervir na dor de forma precisa e personalizada”, acrescenta Thiago.
Fonte: Tribuna da Bahia






