Este modelo de assistência é indicado em casos de doenças avançadas como câncer, demências em fase terminal, insuficiência cardíaca grave, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), condições degenerativas e outras crônicas progressivas.
O enfrentamento de doenças que ameaçam a continuidade da vida é um processo desafiador e doloroso. Os cuidados paliativos são uma opção mais humanizada para a assistência e têm como objetivo controlar os sintomas em todas as suas dimensões (física, psicológica, espiritual e social), além de acolher e promover melhora na qualidade de vida para pacientes e familiares.
“Nos cuidados paliativos, o paciente é visto por uma equipe interdisciplinar como protagonista do seu cuidado, valorizando tudo aquilo que faz sentido para ele e lhe proporciona bem-estar”, explica a pneumologista Yanne Amorim, pós-graduada em cuidados paliativos e coordenadora médica da Clínica Florence, primeiro Hospital de Transição de Cuidados do Norte/Nordeste.
Este modelo de assistência é indicado em casos de doenças avançadas como câncer, demências em fase terminal, insuficiência cardíaca grave, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), condições degenerativas e outras crônicas progressivas.
A abordagem permite que o paciente e seus familiares vivenciem o processo de fim de vida com mais leveza e consciência, minimizando a dor da despedida. O filho da dona de casa Delzemir Rodeiro, diagnosticado com câncer de intestino, foi acompanhado pela equipe de cuidados paliativos da Clínica Florence, em Salvador. onde pôde conviver com a família e realizar atividades que lhe traziam alegria. “As pessoas pensam apenas em morte quando se trata deste assunto, mas a gente também vive em cuidados paliativos.”. Ela destaca ainda que esse tipo de cuidado deveria ser acessível a todos, independentemente de condições financeiras, garantindo apoio e suporte durante esse momento delicado. “Este é um cuidado que todo mundo deveria ter em qualquer hospital, aqueles que podem pagar e aqueles que não têm plano de saúde ou recursos particulares.”.
O depoimento de Delzemir está alinhado com o tema criado pela The Worldwide Hospice Palliative Care Alliance (WHPCA) em 2024: “Meu cuidado. Meu direito.“, que visa chamar a atenção para o direito que todas as pessoas com uma doença grave têm de receber o atendimento de cuidados paliativos adequados, dentro da política pública de saúde, e a necessidade de se priorizar o financiamento de cuidados paliativos na Cobertura Universal de Saúde.
Dados do Ministério da Saúde indicam que cerca de 625 mil brasileiros necessitam de cuidados paliativos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), menos de 15% das pessoas recebem cuidados paliativos, especialmente nos países de baixa renda, de um total de 60 milhões de pessoas no mundo que necessitam destes cuidados.
Fonte: Tribuna da Bahia





