Casos de dengue disparam na Bahia; 24 municípios estão em alerta

Já são mais de 39 mil casos registrados de janeiro até agosto deste ano, com dez mortos

 

Mesmo com campanhas de conscientização para combater a dengue como não deixar água parada, infelizmente uma parte da população segue sem colaborar com os cuidados e o Aedes Aegypti segue se proliferando e fazendo vítimas. Na Bahia, são mais de 39 mil casos registrados de janeiro a agosto, com 10 óbitos devido a doença, segundo dados do último boletim de arboviroses da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab). 24 municípios estão em situação epidêmica, conforme as quatro últimas semanas epidemiológicas analisadas.

Salvador, Alagoinhas, Camaçari, Conceição de Almeida, Lauro de Freitas, Porto Seguro e Santo Antônio de Jesus são alguns destes 24 municípios em estado de epidemia de dengue, de acordo com a Sesab. Sendo atualmente o município de Paulo Afonso, no norte da Bahia, com maior coeficiente de incidência de dengue no estado.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), de janeiro a agosto deste ano, Salvador teve mais de nove mil casos da doença. Onde resultou emmais de mil pessoas sendo hospitalizadas.Segundo dados do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Ciev-SSA), Itapuã segue como o bairro que lidera número de casos de dengue, com cerca de 1.800 casos no ano.

A secretária municipal de Saúde, a vice-prefeita Ana Paula Matos (PDT) falou sobre algumas ações que a SMS tem feito no combate ao mosquito da dengue. “Temos os agentes de combates a endemias indo de porta em porta, vamos a imóveis abandonados junto a Guarda Municipal e com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur) e colocamos inseticida nestes locais”, concluiu a vice-prefeita.


Mudanças de tempo contribuem para aumentar os casos da doença, diz infectologista | Foto: Romildo de Jesus

A infectologista Clarissa Cerqueira destacou que o aumento dos casos se deve as mudanças de tempo. “As condições climáticas contribuem para aumentar os casos. Calor e chuva praticamente. Além disso, são essas oportunidades de crescimento que o mosquito tem”, pontuou a infectologista.

Sobre o tratamento, Clarissa explica que tudo depende do diagnóstico. “O primeiro passo é procurar o serviço de saúde e lá fazer o diagnóstico rápido da doença. Porque a partir daí, a pessoa vai receber a orientação se será tratada em casa ou vai precisar ser tratada no ambiente de urgência”, ressaltou Clarissa.

Em caso de o tratamento ser na própria residência, é orientado a ingestão elevada de líquidos. No caso do tratamento no hospital, a hidratação ocorre de maneira venosa, com todo o suportee cuidado.

A infectologista salienta que o principal cuidado segue sendo combater água parada. Usar roupas que cubram todo o corpo e passar repelente nas áreas expostas também auxiliam no combate. “Recomendamos a Icaridina numa concentração de 20%, que ela é boa e bastante eficaz. Evitar hidratantes e perfumes, por conta do cheiro. Tudo isso atrai o mosquito.Lembrando que o mosquito costuma ter horário para picar. Geralmente é no final do dia, pois o clima está mais ameno e logo no início da manhã”,concluiu a infectologista.

Fonte: Tribuna da Bahia

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