O prefeito de Salvador, Bruno Reis, explicou ontem sobre os empréstimos solicitados para a compra de ônibus elétricos
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), explicou ontem sobre os empréstimos solicitados para a compra de ônibus elétricos e ainda falou sobre a crescente violência na cidade e o fechamento de leitos de UTI infantil no Hospital Martagão Gesteira.
O gestor esclareceu que os empréstimos mencionados recentemente não são novos, mas sim retificações de operações já aprovadas em dezembro do ano passado. “Foi a retificação, vocês sabem disso, a gente tinha colocado no cadastro para compra dos ônibus elétricos, do PAC, a Caixa Econômica como agente financiador. E a proposta saiu selecionada pelo BNDES. Então, nós trocamos o agente financiador. E em relação ao CARF, foi exigência do Tesouro Nacional, para aprovação agora, que mudasse o nome do projeto. Esses dois empréstimos já tinham sido aprovados ano passado, dezembro do ano passado. Então, não foi empréstimo novo, só foi uma retificação. Uma na nomenclatura e uma no agente financiador”, explicou.
Sobre a recente onda de violência nos bairros de Salvador, especialmente no bairro de Tancredo Neves, Bruno classificou os episódios como “lamentáveis” e criticou a atuação do Estado na segurança pública. “Um desastre, lamentável. As cinco cidades mais violentas do Brasil estão na Bahia. Infelizmente, ano a ano a gente vai vendo o Estado perdendo a guerra contra o crime, contra a violência e contra a marginalidade. O que aconteceu essa semana em Salvador, em especial ontem, no bairro Tancredo Neves, é inadmissível. Pessoas violentamente armadas, tomando conta das ruas, jogando granadas em ônibus, efetivamente é a falência da segurança pública no Estado da Bahia”, disse.
O prefeito também expressou preocupação com o anúncio do Hospital Martagão Gesteira sobre a desativação de dez leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) infantil devido a dificuldades financeiras e a defasagem nos contratos de manutenção. “É um desastre para a saúde de Salvador, porque hoje [o Martagão era] praticamente os dois hospitais que atendiam as pessoas com câncer em nossa cidade, o Aristides Maltez, que atendia os adultos e as pessoas da terceira idade, e o Martagão, que atendia as crianças”, lamentou.
Bruno Reis prometeu buscar formas de a prefeitura ajudar o hospital a continuar operando. “Vou ver de que forma a prefeitura [pode ajudar]. A gente sabe que [hospital de] alta complexidade é com o Estado e a prefeitura fica com a baixa e média complexidade. Os recursos nossos de alta complexidade estão com o Estado. Mas eu vou ver o que eu posso fazer. Vou ver se a prefeitura tem condições de ajudar de alguma forma para que isso ocorra. Isso é muito prejudicial a nossa cidade”, afirmou o prefeito, pedindo também a mobilização dos governos Estadual e Federal, além da sociedade, para evitar o fechamento dos leitos.
A direção do Hospital Martagão Gesteira justificou o fechamento dos leitos citando dificuldades financeiras para manter o atendimento e a defasagem nos contratos de manutenção e operacionalização dos equipamentos, que não são reajustados há mais de 10 anos.
Fonte: Tribuna da Bahia






