Blog do Preto desvenda os segredos e tira as dúvidas da microfisioterapia; entenda

A evolução da ciência possibilitou acessar traumas emocionais e físicos através da microfisioterapia. Mas em que consiste a técnica? A microfisioterapia é uma técnica criada na França por Patrice Benini e Daniel Grosjean que identificaram que os traumas que sofremos, bloqueiam as células e diminuem a vitalidade das mesmas. O tratamento é realizado de forma manual, por meio de toques suaves e específicos e tem como objetivo estimular a autocura do organismo em distúrbios corporais e emocionais. 

 

Esse é um assunto relativamente novo e o tratamento custoso por conta da pouca oferta de cursos e alto investimento na especialização.

 

A fisioterapeuta Jamile Vilas Boas, que trabalha com a técnica desde 2015 é uma das poucas profissionais que atendem clientes a domicílio com a microfisioterapia em Salvador.

A primeira parte do tratamento é realizar uma anamnese com o paciente e investigar a causa do sintoma relatado . Logo em seguida, o terapeuta procura a consequência, ou seja, o sintoma. Em vista disso, o corpo é estimulado a gerar a autocura, por meio de um diálogo direto com a memória tecidual.

 

A quantidade de sessões varia entre três e quatro, para cada sintoma. Elas devem ocorrer no intervalo informado pelo terapeuta, para que o corpo tenha tempo suficiente de realizar o processo de autocura.

 

O estímulo da autocura, acontece de forma onde o terapeuta segue mapas corporais com o caminho que deve ser seguido para encontrar onde reside a informação do trauma que bloqueia a célula e por sua vez diminui a sua vitalidade. Quando passamos por um trauma que pode ser de origem física, química e/ou emocional, o corpo inteligentemente trabalha a fim de corrigi-lo, mas nem sempre consegue, principalmente se foi exposto à situação traumática repetidas vezes. 

 

Jamile relata que quando o corpo não consegue sozinho superar o trauma, cria uma cicatriz patológica a nível celular na qual diminui a vitalidade da área ou áreas bloqueadas e a curto, médio ou longo prazo faz o organismo desenvolver sintomas e patologias.

 

Quem passou pelo processo costuma dizer que conseguiu realizar uma espécie de faxina celular por ser dessa forma que a Microfisioterapia age no corpo humano.

 

É uma técnica complementar que propõe encontrar a causa dos eventos. Não se opõe a Medicina ou a Fisioterapia, atuando de forma preventiva ou curativa. A sessão dura em média de 30 a 45 minutos. Após relatar os motivos de sua consulta, o paciente se deita sobre maca e inicia a busca pelas informações que estão impedindo que o corpo funcione com sua vitalidade normal.

 

Por não trazer riscos para a saúde e se fundamentar principalmente na palpação do corpo, tendo seus estudos embasados na embriologia e filogenética, a Microfisioterapia não está contra indicada em nenhum caso, podendo ser feita por pessoas de todas as idades, inclusive em recém nascidos.

 

Mas quem poderia imaginar que suaves toques em áreas específicas do corpo poderia ser benéfico para o tratamento de diversas doenças? Respondo: a ciência!

 

Assim, dentre os males mais comuns estão: fibromialgia; Artrite ou Poliartrite ; Síndrome do Pânico; Alergia; Rinite Alérgica; Enxaqueca; Hipertensão Arterial; Hiperatividade, Disfunções Urogenitais.

 

O tratamento pode ser feito em maca ou local confortável escolhido pelo paciente e, após a sessão, o mesmo pode apresentar reações, assim como na fisioterapia convencional. A profissional explica que é normal que o corpo tenha reações que podem ser as mais diversas e cada corpo tem a sua forma de apresentar o resultado da limpeza. Isso acontece, porque o processo de autocura pode gerar cansaço por alguns dias, sendo o mais recomendado é que o indivíduo descanse nesse período e evite realizar atividades que requerem muito esforço, e respeite o corpo quanto a como ele reage após a sessão.

 

Se faz importante, a fim de auxiliar a recuperação, ingerir aproximadamente dois litros de água por dia ou mais.
Alguns outros sintomas que podem ocorrer, embora não sejam frequentes, são: diarreia; vômito; dor no local da sessão; alterações de humor; febre.

 

Cada pessoa reage de uma forma à sessão e essas respostas do corpo não devem ser vistas como algo ruim. De modo igual, a ausência desses sintomas não significa que a terapia não está funcionando.

 

Outro ponto que se faz importante aclarar é que o indivíduo deve fazer o mínimo de interferências possíveis nessas reações. Sendo assim, o uso de medicamentos não é recomendado. A não ser que seja medicamentos de uso contínuo, esses não devem ser interrompidos sem a liberação do seu médico assistente.Dessa forma, o melhor a ser feito é descansar e se hidratar.

A microfisioterapia é reconhecida pela comunidade médica e os benefícios são inúmeros. Portante, se sentir necessidade, converse com seu médico a respeito do assunto e procure um fisioterapeuta habilitado para a função.

 

Fonte: Bahia Notícias

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *