Bahia tem mais de 6 mil casos de sífilis notificados em 2023

Em Salvador, quem mais é acometida com a IST são as mulheres, na faixa etária dos 20 até os 34 anos.

As infecções sexualmente transmissíveis (IST) tem crescido no país e uma em específico vem chamando bastante atenção. A sífilis. Uma infecção bacteriana que é transmitida por meio de relação sexual. Na Bahia, só em 2023, segundo dados preliminares divulgados pela Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), mais de 6.400 casos foram notificados de janeiro a agosto. Em Salvador, a média é de dez pessoas por dia que são diagnosticadas com sífilis, segundo informa a Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Um número que se destacou é o da sífilis em gestantes. Dos mais de 6.400 casos notificados no Estado este ano, mais de 2.500 foram neste público. De acordo com especialistas, as explicações para a alta no número de casos diagnosticados pode ser o abandono do tratamento, além, da falta de prevenção com o uso da camisinha.

Diferente do que o Ministério da Saúde informa no seu boletim epidemiológico de 2022, onde a maior parte dos casos notificados de sífilis no país foram em homens entre 20 a 39 anos. Em Salvador, quem mais é acometida com a IST são as mulheres, na faixa etária dos 20 até os 34 anos. E na capital baiana ainda existe um recorte por raça e condição socioeconômica. Essas mulheres acometidas costumam ser pretas ou pardas e com baixa escolaridade. Outro fator é que as mulheres podem ainda sofrer com a reinfecção caso não seu parceiro não se cuide devidamente.

A infectologista Clarissa Cerqueira em conversa com a Tribuna da Bahia ressaltou que as maiores vítimas de ISTs acabam sendo os jovens. “A prevalência costuma ser de jovens, abaixo dos 30 anos. Mas num geral, qualquer pessoa que faça relação sexual sem preservativo tá suscetível a ter. Principalmente pessoas que praticam sexo anal receptivo, o risco é maior porque a região anal é mais rica de tecido linfático”, pontuou a doutora.

Clarissa ainda salientou que os sinais da doença são parecidos em homens e mulheres. Geralmente são infecções que causam feridas ou corrimentos. Por isso a principal recomendação de prevenção é o uso de preservativo. A infectologista também lembra que para outras doenças como a hepatite B e HPV existem vacinas, então são possíveis ser prevenidas.

 

 

 

Fonte: Tribuna da Bahia

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