Aumenta incidência de águas vivas em praias de Salvador

Em quatro dias, três pessoas apresentaram casos de lesões na pele e coceira após banho de mar

Vários casos de lesões por caravelas (águas vivas) foram registrados nos últimos dias na Bahia. Por conta das ocorrências, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) emitiu um alerta às autoridades de saúde informando do risco de queimadura por estes animais marinhos nas praias da cidade neste verão. De acordo com o boletim, entre os dias 10 a 13 de janeiro, três pessoas apresentaram casos de lesões na pele e coceira intensa após tomar banho de mar, e um deles também estava com febre e tosse.

O motivo do aparecimento dessas caravelas está ligado à temperatura da água que facilita a reprodução. Durante o verão, o número de incidência aumenta por conta da luz solar no oceano, que também colabora com o momento de reprodução destes animais. Por ter uma cor mais esbranquiçada, fica difícil a identificação das águas vivas, então é importante observar tanto a beira da praia quanto a extensão de areia. E ao avistar uma caravela, deve se afastar e evitar o contato;

Os sintomas relatados pelas vítimas foram lesões e escoriações intensas causadas pelos tentáculos, febre e tosse. As manifestações ocorreram cerca de 24h após o contato com as águas do mar de Salvador. Além do perigo para as larvas das águas vivas, podem se acumular em sungas e biquínis, causando reações de pele que, entretanto, segundo a SMS, se curam sozinhas, em até duas semanas, sem a necessidade de intervenção médica. As ocorrencias no estado,foram com dois indivíduos do sexo masculino e um do sexo feminino, com idades de 22, 37 e 64 anos.

Em nota, a SMS comentou que nesta época do ano, é comum o alerta de ocorrências envolvendo águas vivas, pois elas se reproduzem no verão. “A Secretaria Municipal da Saúde esclarece que é comum a notificação de ocorrências envolvendo caravelas (águas vivas) nessa época do ano, por se reproduzirem no verão. Além de queimaduras pelos tentáculos, as larvas dos cnidários na água (água viva), podem se acumular em sungas e biquínis causando reações de pele, que apresenta resolução espontânea em até duas semanas. Em Salvador, foram registrados dois casos de dermatite neste ano associados ao banho de mar. Os mesmos estão sendo monitorados, sem registros de novas ocorrências.”, explicou o órgão

O médico Roberto Badaró informa quais os procedimentos corretos após ser lesionado por alguma água viva durante o banho na praia. “Ao sair do mar, a pessoa não deve se secar com toalha, porque a fricção pode aumentar o contato das larvas com a pele. O indicado é tomar banho com água corrente e sabão e lavar com sabão as roupas de banho. Não coçar a pele com escoriações para não infeccionar ou piorar a lesão, é necessário que evite o banho de mar no período que ainda estiver apresentando as manifestações cutâneas e caso os sintomas sejam piores, é recomendável procurar uma unidade de saúde para as orientações médicas necessárias.” recomenda médico.

 

 

 

Fonte: Tribuna da Bahia

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