Após cinco anos, Brasil recupera certificado de eliminação do sarampo

Cinco anos após perder o certificado de eliminação do sarampo, em 2019, o Brasil voltou a receber da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) o status de país livre da doença. O último registro de sarampo no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, aconteceu em junho de 2022, no Amapá.

Durante cerimônia em Brasília, o diretor da Opas, Jarbas Barbosa, destacou a importância da liderança política na campanha de imunização. “Ver um presidente liderando uma retomada do programa de imunização, usando broche do Zé Gotinha, sendo vacinado e dizendo às pessoas que se vacinem faz uma diferença tremenda”, afirmou.

Em seu discurso, Barbosa ressaltou que as Américas foram a região que mais recuperou a cobertura vacinal após a pandemia, alcançando 95% de cobertura. Ele lembrou que o sarampo continua a circular em outras partes do mundo, e que é essencial manter altos índices de vacinação e vigilância sensível.

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, celebrou a recertificação como um marco, fruto da cooperação entre sociedade, gestores e comunidade científica, e destacou que a “luta continua” para manter o status de país livre do sarampo. Renato Kfouri, presidente da Câmara Técnica Nacional de Especialistas, reforçou que o trabalho de vigilância e vacinação deve prosseguir.

Análise e Alerta Mônica Levi, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), comemorou a conquista, mas alertou sobre a necessidade de manter os esforços de vacinação e vigilância, já que o vírus continua circulando globalmente.

Linha do Tempo

  • 2015: Últimos casos de sarampo registrados.
  • 2016-2017: Certificação de eliminação concedida ao Brasil, sem casos registrados.
  • 2018: O sarampo volta a circular devido a fatores migratórios e baixa cobertura vacinal.
  • 2019: Brasil perde o status de país livre de sarampo após circulação contínua.
  • 2022: Último caso registrado em junho, no Amapá.
  • 2024: Casos importados do Paquistão e da Inglaterra.

Sarampo O sarampo é altamente contagioso e afeta principalmente crianças, com complicações graves como diarreia, cegueira, pneumonia e encefalite. O Ministério da Saúde destaca a vacinação como a melhor forma de prevenção.

Fonte: Tribuna da Bahia

 

 

 

 

 

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