O exame, essencial para detectar doenças genéticas, deve ser feito entre o 3º e o 5º dia de vida do bebê nas unidades de saúde do estado
Desde 2001, a Apae Salvador atua como Serviço de Referência em Triagem Neonatal na Bahia, sendo responsável pelo diagnóstico, acompanhamento e tratamento dos casos confirmados. No mês da mobilização, a Apae Salvador alcançou um marco importante: em mais de duas décadas de trabalho, quase 10 mil bebês e suas famílias foram beneficiados com intervenções precoces, que garantiram melhorias significativas na saúde e ajudaram a evitar sequelas permanentes e até óbitos.
O exame integra um programa de prevenção de agravos à saúde do bebê e está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Entre as doenças triadas estão: Fenilcetonúria, Hipotireoidismo Congênito, Doença Falciforme e outras Hemoglobinopatias, Fibrose Cística, Hiperplasia de Suprarrenal, Deficiência de Biotinidase, Aminoacidopatias – como a Doença do Xarope de Bordo – e Toxoplasmose Congênita. Muitas dessas são doenças raras, cujo tratamento precoce faz toda a diferença na qualidade de vida e no desenvolvimento da criança.
A médica geneticista Helena Pimentel, gerente do Serviço de Referência em Triagem Neonatal da Apae Salvador, reforça que o Junho Lilás é um momento estratégico para lembrar a importância do teste e de todo o processo que o envolve: “O período é dedicado a enfatizar não só a realização do exame, mas também a busca ativa e o início imediato do tratamento nos casos confirmados. Nosso objetivo é detectar precocemente doenças que podem causar danos irreversíveis à saúde do bebê”, pontua a especialista.
Fonte: Tribuna da Bahia






