Pesquisa reúne dados de aproximadamente 10 milhões de crianças nascidas nos Estados Unidos entre 2016 e 2018
O leite materno é um alimento completo para os bebês, com nutrientes que os protegem contra infecções respiratórias e reduzem o risco de uma série de doenças, como hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o aleitamento seja feito, pelo menos, até os 2 anos das crianças, sendo o leite o alimento exclusivo até os 6 meses de vida.
A cientista fez uma análise das certidões de nascimento dos bebês americanos nascidos entre 2016 e 2018 para entender se a amamentação estava relacionada à melhor expectativa de vida no pós-natal – período entre o sétimo e 364º dias após o parto –. Ela levou em consideração fatores como a idade materna, escolaridade, etnia e os estados norte-americanos em que as famílias moravam.
O estudo contou com o apoio do Centro Nacional de Estatísticas de Saúde do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA. Para Julie, a descoberta é uma oportunidade para incentivar a promoção de campanhas de aleitamento materno com o objetivo de reduzir a taxa de mortalidade infantil.
“Embora a amamentação seja amplamente recomendada, alguns ainda podem considerá-la de menor importância. Esperamos que nossas descobertas mudem a narrativa. O leite humano está repleto de moléculas protetoras e a amamentação oferece proteção significativa”, afirma a co-autora do estudo, Ardythe Morrow, pesquisadora da Faculdade de Medicina da Universidade de Cincinnati.
Fonte: A Tarde






