Medidas preventivas podem minimizar os impactos do calor na fertilidade
De acordo com Nanci Utida, Diretora Associada de Assuntos Médicos da Organon, as ondas de calor, intensificadas pelas mudanças climáticas, podem impactar significativamente a saúde reprodutiva, tanto de homens quanto de mulheres.
“Estudos recentes mostram que o aumento das temperaturas afeta tanto a produção de espermatozoides quanto a qualidade dos óvulos, além de elevar os riscos durante a gestação”. A especialista reforça que, embora ambos os sexos sejam afetados, os homens podem ser mais suscetíveis devido à sensibilidade da espermatogênese ao calor. “Cada aumento de 1°C na temperatura testicular pode reduzir a produção de espermatozoides em até 14%”, complementa.
Ela alerta que pesquisas evidenciam que o calor extremo reduz a qualidade do sêmen, afetando a contagem, motilidade e morfologia dos espermatozoides. Já nas mulheres, o cenário climático pode comprometer a ovulação, a qualidade dos oócitos e a foliculogênese, processos essenciais para a concepção.
Diante desse cenário, medidas preventivas podem minimizar os impactos do calor na fertilidade. Para homens, evitar exposição prolongada ao calor, usar roupas leves e manter-se hidratado são recomendações básicas. Já as mulheres, especialmente as gestantes, devem priorizar ambientes frescos, hidratação constante e monitoramento de sinais como tontura e inchaço excessivo.
Fonte: A Tarde






