O Dia Mundial da Água é comemorado hoje, 22 de março, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da água para a vida no planeta e promover ações para a preservação desse recurso essencial
Criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1993, o Dia Mundial da Água é comemorado hoje, 22 de março, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da água para a vida no planeta e promover ações para a preservação desse recurso essencial. Mais que isso, a data busca incentivar governos, organizações e indivíduos a refletirem sobre o uso sustentável da água, o acesso universal à água potável e ao saneamento adequado. Afinal, é consenso: sem água não há vida.
Especialistas apontam que, em pleno 2025, a preocupação global com os recursos hídricos segue como uma das principais pautas ambientais, impulsionada pelo aumento populacional, pela poluição, pelo desabastecimento, pelas mudanças climáticas e pela gestão inadequada da água. Ou seja, o acesso à água no mundo todo está mais escasso e pode passar a custar um preço.
Apesar de o Brasil deter 12% da água doce do mundo, ainda enfrenta dificuldades na distribuição e no acesso a esse bem primordial para manutenção dos ecossistemas, produção agrícola, geração de energia e preservação da biodiversidade. Na Bahia, os recursos hídricos são abundantes, mas estão em risco com a degradação ambiental, redução do volume de água, poluição e o assoreamento. Os impactos, dizem os especialistas, estão colocando em risco o fornecimento e atrasando o saneamento básico de qualidade.
De acordo com o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA), a Bahia possui uma vasta rede hidrográfica composta por importantes rios, aquíferos e bacias hidrográficas: O Rio São Francisco fornece água para milhões de baianos; a bacia do Paraguaçu é crucial para o abastecimento de Salvador, além dos rios de Jequitinhonha, Contas e Itapicuru.
ABASTECIMENTO
Entre os aquíferos significativos, está o Urucuia, que desempenha papel crucial no abastecimento de água para diversas regiões, principalmente para a produção agrícola no oeste baiano. “É preciso uma gestão eficiente para cuidar das nossas riquezas, não podemos deixar nossos recursos diminuírem, principalmente no estado que concentra uma parcela enorme de pessoas pobres”, comenta o ambientalista Ricardo Santana. “A pesar de cobrir cerca de 70% da superfície terrestre, apenas 3% da água do planeta é doce e grande parte está em geleiras. O desperdício, a poluição e as mudanças climáticas agravam a crise hídrica, tornando essencial o uso sustentável desse recurso”, lembra. .
A nutricionista Helen Santana destaca que promover a preservação das águas é tarefa de todos, desde políticos e personalidades às pessoas comuns. “Quando a gente diz que sem água não há vida, é um fato. A água é essencial para a sobrevivência de todos os seres vivos. No corpo humano, ela representa cerca de 60% do peso corporal e está envolvida em funções vitais”, diz.
Embasa – O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente da Bahia (Sindae), Grigório Rocha, ressalta a importância da Embasa na expansão do abastecimento no estado, mas alertou para a necessidade de tornar a infraestrutura mais resiliente. “Hoje, a Embasa atua em 368 dos 417 municípios baianos, alcançando quase 11 milhões de pessoas. O nível de cobertura de abastecimento de água já está entre 98% e 99%, o que representa um grande avanço. No entanto, estamos enfrentando grandes transformações climáticas, com secas prolongadas e inundações, o que exige que nossa infraestrutura seja mais flexível e eficiente”, afirmou Rocha.
A declaração foi feita na última quinta (20), durante uma Sessão Especial do Dia Mundial da Água, realizada na Câmara Municipal de Salvador, por convocação da vereadora Marta Rodrigues. O evento reuniu especialistas, ambientalistas, engenheiros e entidades como o Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente da Bahia (Sindae).
Esgoto – Apesar do avanço na distribuição de água potável, o presidente do Sindae destacou a deficiência na cobertura do esgotamento sanitário. “A Embasa é responsável pelo ciclo da água. Não adianta apenas levar água para a população; cada residência se torna um ponto gerador de efluentes. Atualmente, nossa cobertura de esgotamento está em torno de 53%, mas precisamos atingir 90% até 2033. Isso é essencial para garantir a segurança sanitária e minimizar impactos ambientais”, disse.
Fonte: Tribuna da Bahia






