Em meio à rotina agitada, é comum surgir a sensação de que uma boa noite de sono é um verdadeiro remédio para a mente. Segundo um estudo da revista Neurology, da Academia Americana de Neurologia, pessoas que enfrentam dificuldades para dormir podem sofrer um envelhecimento cerebral acelerado. Os resultados da pesquisa, que contou com 589 participantes, indicam que aqueles com sono de má qualidade apresentam, em média, quase três anos a mais de envelhecimento cerebral.
No Brasil, aproximadamente 72% da população sofre de distúrbios do sono, conforme a Fundação Oswaldo Cruz. A privação de sono, mesmo que por apenas uma noite, tem efeitos imediatos na atenção, concentração e memória. Qualquer tarefa cognitiva se torna mais difícil, e o humor costuma ficar mais irritável.
É durante o sono que o corpo realiza processos vitais de recuperação, como a regulação hormonal e o fortalecimento do sistema imunológico. Distúrbios do sono prejudicam esses processos, aumentando o risco para condições crônicas e expondo pessoas saudáveis ao desenvolvimento de doenças.
Outros fatores, como o uso de telas e a posição ao dormir, influenciam o funcionamento do organismo. Dormir de lado, por exemplo, ativa o sistema linfático, facilitando a remoção de resíduos cerebrais associados a doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer.
Na busca pela melhora do sono, estar relaxado, com corpo e mente em sintonia, é um componente essencial.
Fonte: Acorda Cidade






