Uso de chupetas por adultos: Especialista explica os principais riscos que essa tendência traz para saúde mental

O uso de chupetas ultrapassou a infância e virou tendência entre adolescentes, jovens e adultos, especialmente na China; o objeto — de silicone ou borracha — é comercializado como forma de aliviar o estresse e melhorar o sono. Alguns usuários relatam sensação de conforto similar à infância, além de ajudar em momentos de pressão laboral ou na tentativa de largar o cigarro. Contudo, especialistas em saúde mental alertam que pode se tornar um hábito compulsivo e limitar formas mais saudáveis de enfrentamento emocional.

Ethel Poll, psicóloga e coordenadora do Programa de Tratamento da Depressão da Holiste, complementa: embora nem sempre represente uma doença psicológica, o uso contínuo pode mascarar traumas ou inseguranças da infância. É fundamental distinguir se é uma moda passageira ou sinal de sofrimento psíquico real.

Ela ressalta que esse hábito pode dificultar o amadurecimento emocional, promover postura regressiva e até causar constrangimento ou isolamento social, prejudicando a autoimagem. O uso simbólico da chupeta pode ocultar questões emocionais não elaboradas — traumas, lutos ou ansiedades antigas.

Ao observar alguém com esse comportamento, é importante não julgar: prefira uma abordagem empática, tente entender o que o acessório representa para essa pessoa e — se o hábito aparenta ser mais significativo — incentivar uma avaliação psicológica profissional.

Fonte: BNews