A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) lançou um Guia Prático para esclarecer como agir corretamente em casos de engasgo infantil e alertar sobre instruções equivocadas que circulam online
O guia distingue entre engasgo por líquidos (como leite materno, sucos ou saliva) e por sólidos ou semissólidos (como alimentos e objetos). Confundir essas situações pode levar a manobras perigosas que agravam o quadro
Engasgo por líquidos
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Geralmente funciona como um reflexo natural de proteção.
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Indicado posicionar a criança sentada ou semissentada, remover o excesso de líquido com pano limpo e observar a resposta.
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Se tossir e voltar a respirar normalmente, basta observar. Se persistirem sinais de dificuldade respiratória ou desconforto, procurar atendimento de emergência
Engasgo por sólidos ou semissólidos com obstrução completa
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Caracterizado por dificuldade para falar, respirar, agitação, palidez ou levar as mãos ao pescoço.
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Em menores de 1 ano: realizar 5 batidas no dorso (calcanhar da mão), depois 5 compressões torácicas (com dois dedos abaixo da linha mamilar), repetindo até desobstruir ou a criança perder a consciência
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Em crianças maiores de 1 ano: aplicar a manobra de Heimlich, com compressões firmes e rápidas no abdômen, até expelir o corpo estranho
Engasgo por sólidos ou semissólidos com obstrução parcial
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Quando a criança consegue tossir ou falar, não realizar manobras de desengasgo, evitando deslocar o corpo estranho e agravar o bloqueio.
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Em vez disso, estimular a tosse e, se não resolver, aplicar leves pancadas nas costas antes de tentar outra abordagem
A SBP enfatiza que toda criança que passou por essas manobras deve ser encaminhada para atendimento médico e realizar exames, como radiografia de tórax, para identificar possíveis lesões traumáticas ou aspiração de corpo estranho, mesmo se os sintomas estiverem estáveis
Fonte: Acorda Cidade






