Sequelas cerebrais pós Covid-19; medicina integrativa atua no tratamento dos danos

O ano de 2020 marcou a história mundial com o surgimento da pandemia de Covid‑19, responsável por mais de 7 milhões de mortes em todo o planeta. Além das vítimas fatais, a doença deixou sequelas duradouras – inclusive em pessoas que nunca chegaram a receber o diagnóstico positivo.

“A pandemia causou danos cerebrais, combinando estresse psicossocial crônico aos efeitos diretos do vírus, resultando em um envelhecimento cerebral acelerado para parte significativa da população”, explica o neurologista que atua com medicina integrativa, Dr. Ítalo Almeida.

O coronavírus, que pode ser letal sem a imunização adequada, também deixou marcas profundas na mente e no corpo de quem foi infectado. Redução do volume cerebral, falhas de memória, dificuldade de concentração e lentidão no raciocínio – sintomas conhecidos como Covid longa – surgiram meses ou até anos após a infecção.

Dr. Ítalo Almeida, Diretor Médico da clínica Neuro Integrada, defende que a recuperação das sequelas duradouras da Covid‑19 exige um olhar amplo e integrativo. “O cérebro é um órgão como qualquer outro e sofre diretamente os efeitos da doença. Por isso, sono reparador, relações afetivas saudáveis, conexões sociais, alimentação anti‑inflamatória (rica em frutas, folhas, ômega‑3 e magnésio), atividade física regular e redução do consumo de álcool são fatores essenciais para reduzir a neuroinflamação e amenizar as consequências do Coronavírus.”

As sequelas não se limitam ao sistema nervoso. Pessoas com obesidade, doenças cardíacas ou respiratórias estiveram mais suscetíveis a complicações graves. Segundo o especialista, há indícios de que pacientes que enfrentaram a Covid‑19 têm maior risco de desenvolver Alzheimer, devido à redução do volume cerebral provocada pelo vírus.

Fonte: Acorda Cidade