Saiba quais hábitos aumentam o risco de câncer de rim

O câncer de rim está em avanço estatístico no Brasil, impulsionado pelo envelhecimento populacional, pela exposição contínua a fatores de risco no estilo de vida e pela ampliação do acesso a exames de imagem, que otimizam a taxa de detecção.

O maior desafio clínico no combate ao câncer de rim reside na sua evolução silenciosa. De acordo com o oncologista Augusto Mota, o tumor raramente manifesta sintomas em suas fases iniciais — período em que as chances de cura são significativamente mais altas.

“A combinação clássica de sintomas — sangue na urina, dor na região lateral do tronco e massa palpável na barriga — manifesta-se em menos de 10% dos casos e, geralmente, já indica uma doença em estágio avançado”, explica o especialista.

Em grande parte dos pacientes, o diagnóstico ocorre de forma incidental: a lesão é identificada por surpresa durante a realização de exames de ultrassonografia ou tomografia solicitados para investigar outras condições de saúde.

Embora muitas vezes os sintomas decorram de causas benignas, sinais como sangue na urina, dor persistente no flanco ou emagrecimento inexplicado exigem avaliação médica imediata.

Diferente do que ocorre em outras neoplasias malignas, as meta-análises científicas atuais não apontam elo causal direto entre o consumo de álcool e o surgimento do câncer renal. Estudos indicam, inclusive, que o consumo leve a moderado está associado a um risco ligeiramente menor — redução de 20% a 30% —, embora não haja proteção adicional para o consumo abusivo.

Augusto Mota adverte que o dado não deve ser interpretado como estímulo à ingestão alcoólica. O composto é classificado pela OMS como substância cancerígena comprovada, responsável pelo desenvolvimento de diversos outros tumores e disfunções em múltiplos órgãos.


Fonte: A Tarde