Rede suspeita de vender remédio falsificado para câncer é desarticulada

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizou nesta semana uma operação contra a falsificação de medicamentos. Segundo divulgado, a ação teve como alvo uma rede suspeita de distribuir e vender versões falsificadas do medicamento injetável Keytruda para hospitais e clínicas no Ceará.

De acordo com a Anvisa, o medicamento original (princípio ativo pembrolizumabe) é um imunoterápico de alto custo usado no tratamento de diversos tipos de câncer, como melanoma, câncer de pulmão, câncer de cabeça e pescoço, câncer esofágico, linfoma de Hodgkin clássico e outros. A circulação de versões falsificadas pode comprometer o tratamento dos pacientes e provocar eventos adversos.

Após investigar denúncias, os fiscais identificaram uma distribuidora de medicamentos regularizada que supostamente fornecia versões falsificadas. No entanto, a entrada no local foi impedida por um funcionário. Devido à obstrução da fiscalização, a empresa foi interditada até a conclusão das investigações.

O funcionário foi encaminhado à Polícia Civil para prestar depoimento. Também foi necessário um mandado judicial para ingresso na distribuidora com auxílio policial. No local, os fiscais encontraram caixas de medicamentos sem registro no Brasil, rotuladas em inglês, incluindo embalagens de Keytruda, levantando suspeitas de falsificação internacional. Também havia notas fiscais comprovando a venda desses produtos.

Segundo a Anvisa, o registro sanitário é o mecanismo que garante eficácia, segurança e condições adequadas de fabricação dos medicamentos. A falsificação, especialmente de medicamentos considerados life saving, pode ser enquadrada como crime hediondo pelo Código Penal, com penas que variam de 10 a 15 anos de prisão.

Fonte: A Tarde